Friday, August 18, 2023
Divagações filopoéticas
Tempos de Estar IV
TEMPOS DE ESTAR IV... *
Nuvens claras passam sublimes na esfera calma de bolhas de sabão... Em nossas mãos, um par de doces poemas em fá, lá, sem dó... Em pianar as letras se transformam e de nossos membros desprendem-se hinos à magia do existir; líquido elixir... Ah! Se pudéssemos pela vida à fora crer, como agora, na mais calma hora, que o amor é em nós e compreender a sabedoria do Monge Tokuda ; “ ... o espírito é vacuidade pronto a receber todas as coisas”
Na vacauidade somos com todos e, que ainda despertem... ´Seremos...Há possibilidade de despidos de culpas, no plano da inocência, crer que na inconsistente impermanência, abre-se a flor ( sorriso da raiz) e nesta há as sementes do que seremos por brevidade eterna; errantes sorrisos, sopros de vida, devires e nada mais.
Reconfortante sentir que a vacuidade agasalha e, que só possuí o que dei e serei somente o quanto ousar desprender-me ... Virgínia *vica bailarina 09/08/2000 publicado https://www.webartigos.com/artigos/tempos-de-estar-iv/96224?expand_article=1
Monday, March 01, 2021
Bem estar...
Solitude lunar preenche o coração das aves ao entardecer...sublimes são as água doces a percorrer confiantes para o mar... Somos demasiadamente inquietos, inseguros, ansiosos porque nos perdemos frequentemente do rumo que nos é natural, esquecemos de navegar através das estrelas ...de seguirmos em direção ao nosso lar...
https://youtu.be/h804QmhDusY no link belíssima música
Friday, May 20, 2016
Wednesday, April 20, 2016
para que escrever ? creio apropriado reler entrevista - palavra nua de Foucault releituras referenciais
"(...)Esse coração venenoso das coisas e dos homens -é isso, no fundo, o que eu sempre procurei trazer à tona.(...)"Então eles não estavam mortos!".
As pessoas sentem minha escrita como uma agressão; elas sentem que existe nela alguma coisa que as condena à morte; eu não as condeno à morte, simplesmente suponho que já estejam mortas |
Wednesday, February 03, 2016
Poucos anos ...* virgínia vicamf vic berger
Sunday, August 23, 2015
Tuesday, March 04, 2014
Tuesday, February 25, 2014
O Poeta e as Artes- Reiner Maria Rilke breves considerações
Em 1897 o Poeta foi apresentado a intelectual Lou Andreas-Salomé (amiga, discípula do Filósofo F. Nietzsche que mais tarde tornou-se Psicanalista) que provocou uma mudança radical na vida deste .Lou incentivou-o na preparação da viagem a Florença, onde ele pretendia estudar a língua italiana e assistir a cursos sobre história da arte. Rilke começa a redigir a obra (cartas) assim que desembarca na cidade italiana em 15 de abril de 1898 e a termina em 06 de julho do mesmo ano. O diário não é um rigoroso relato de viagem nem uma sucessão cronológica de fatos e sim um envolvente relato no qual compartilha suas emoções, descobertas, experiências e reflexões sobre as artes, particularmente sobre a arte do Renascimento, com Lou Andreas- Salomé além de dirigir-lhe palavras afetuosas . A obra é dedicada a ela.
Trecho do diário: "O sentimentalismo pressupõe a fraqueza, o amor pelo sofrimento. Mas creio que ninguém deixa transparecer tão nitidamente a luta contra o sofrimento como Botticelli. E esse sofrimento não é uma tristeza passiva, imotivada (...), e sim o sentimento ocasionado por esta primavera estéril que se exaure em seus próprios tesouros."
Depois de Florença, Rilke, planejou uma viagem à Rússia a convite de Lou Andreas Salomé , que além de amiga foi sua amante e o estimulou a trocar de nome, ou seja substituir o enorme nome de batismo ; René Karl Wilhelm Johann Josef Maria Rilke(trocou o seu primeiro nome por Reiner)o que resultou no nome pelo qual o conhecemos; Rainer Maria Rilke.
Até 1912, Rilke visitou diversos países, participou de inúmeras conferências. Fixou residência na Suíça alemã, onde desenvolveu um “ estilo de vida do artista puro”; livre de preocupações familiares, concentrado exclusivamente ao trabalho. Morreu em 1926, de leucemia. Deixou-nos ” uma poesia seminal, da qual as palavras brotam como se fossem os próprios seres da natureza.”
Notas -
Monday, July 22, 2013
25 de Julho- Escritor dia dos
AMIGOS
Um trem circular entre terra e mar que desconhece limites, atinge o céu em plena tempestade,
não percorridos ...
Thursday, June 13, 2013
Ensaio do sem fim ...* virgínia vicamf -
Boudin preferiu não molhar os pés e colocou os veleiros no plano de fundo dos quadros em que enfoca os encontros dominicais nas praias de Trouville, Normandia, que é para onde os parisienses levavam suas cadeiras e sombrinhas, e lá se deliciavam com os saudáveis ventos do Canal da Mancha.
Manet, que tentou ser marinheiro, mas, felizmente não conseguiu aprovação após algumas viagens, mostra parte de sua paixão pelos navios ao retratar a saída de um vapor rodeado por veleiros de velas escuras, na Bologna, antes de aliviar as cores e pintar mais um preguiçoso domingo sob o sol da Normandia.
Enquanto isto, do outro lado do Atlântico, Winslow Homer usava o litoral de sua Boston natal como inspiração para as paisagens marinhas que o elevaram a condição de um dos mais importantes artistas americanos do século 19. Longe das teorias impressionistas de seus pares europeus, onde o retrato do lazer, a ausência de detalhes e a forte e clara luz eram uma constante, a pintura de Homer mostra à faina de pescadores e portuários em quadros ainda com as características carregadas dos renascentistas.O retorno ao doce far niente encontra Cloude Monet e Gustav Caillebotte envoltos na Regata de Argenteuil, por volta de 1870. Monet pintando, Caillebotte velejando. Amigos e vizinhos, cada um passou para o outro um pouco de sua arte. Quem de nós não se vê orçando na "Onda Verde" que Monet retratou como se estivesse na tripulação do barco à barlavento? Ou na "varanda" dos nossos clubes, extasiados com as visões dos barcos ancorados e do movimento de outros navegando na linha do horizonte, como mostra a arte do mestre?
Odilon Redon, que pinta casais em solitários veleiros emoldurados por céus impressionantes, demonstra seu amor e respeito pelo mar no desenho "O espírito das Águas", onde um enorme rosto com expressão suave olha pelos navegantes do minúsculo veleiro abaixo de si.
O pós-impressionismo do fim do século 19, início do século 20, perdeu a luz, voltou para dentro de casa e trouxe as cores vivas para a pintura vanguardista daquela época. E com elas veio Henri Matisse, que abre uma colorida janela para o atracadouro dos veleiros.
O Russo Wassily Kandinsky já morava em Berlin quando se tornou um dos primeiros e mais importantes pintores abstratos. Seu abstracionismo, no entanto, não chaga ao ponto de esconder completamente o veleiro no quadro Mit und Gegen. Seu amigo e colega da cátedra na Bauhaus, o suíço Paul Klee, também voltou seus lápis para o mar e de lá interpretou o que viu e chamou um de seus maravilhosos quadros de "Porto de Veleiros".
Grande parte da arte de boa qualidade das primeiras décadas do século 20 vem da Alemanha. De lá surge Lyonel Feininger, também professor na Bauhaus, que seguiu os passos de Pablo Picasso, e usou o cubismo para pintar veleiros retos, ondas retas, nuvens retas em estonteantes velocidades e movimentos. Até que o realismo do americano Edward Hopper entra na raia.
Conhecido por suas imagens melancólicas em paisagens urbanas repletas de solitários, Hopper parece ter encontrado na beira do mar um contraponto para sua arte inquietante.
A música, Joana Francesa, é de Chico Buarque e a voz é de Badi Assad.
Tarcísio Mattos, comandante do Zephyrus
Tuesday, June 11, 2013
Luís Vaz de Camões & amigos Portugueses...um abraço
Ditoso seja aquele que somente
Se queixa de amorosas esquivanças;
Pois por elas não perde as esperanças
De poder nalgum tempo ser contente.
Ditoso seja quem, estando absente,
Não sente mais que a pena das lembranças,
Porque, inda mais que se tema de mudanças,
Menos se teme a dor quando se sente.
Ditoso seja, enfim, qualquer estado,
Onde enganos, desprezos e isenção
Trazem o coração atormentado.
Mas triste de quem se sente magoado
De erros em que não pode haver perdão,
Sem ficar na alma a mágoa do pecado.- Luís de Camões
& como não cantar as estrofes que de "cor" se sabe...
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor? - Luís de Camões
Camões ...
Se queixa de amorosas esquivanças;
Pois por elas não perde as esperanças
De poder nalgum tempo ser contente.
Ditoso seja quem, estando absente,
Não sente mais que a pena das lembranças,
Porque, inda mais que se tema de mudanças,
Menos se teme a dor quando se sente.
Ditoso seja, enfim, qualquer estado,
Onde enganos, desprezos e isenção
Trazem o coração atormentado.
Mas triste de quem se sente magoado
De erros em que não pode haver perdão,
Sem ficar na alma a mágoa do pecado.
Luís Vaz de Camões


















