Tuesday, July 07, 2009
Sunday, June 28, 2009
Das Naves ao Piar das Cotovias & além
Pinceladas, matizes, argamassa do viver ; barro gesso papel marche...Esculpida em mármore uma alma de aço? Um terço dos véus, eu te conheço? Tu me esqueces? Já não sou quem era. Enganei-te ? Enganei-me? Inventei um personagem ? Sou artista meu amigo, ora alegre, ora triste, transvaloro-me, reinvento, ultra-passo fendas, muros, aço e braço. Ora eu, ora tu, ora nós, ora entre representações. Vejo como quero, tu me amas como podes. Virando do avesso, das matrizes resta, surfando entre as vagas os devaneios além mar ...E, lá nave vá entre as vãs filosofias e arroubos de verdades há margens e miragens.
No branco das nuvens esculpimos sonhos, na areia fina castelos de amores infinitos tragados pelo hálito do vento norte. Versos e uma prosa decolam feito alecrim entre foliões dispersos. Leste minhas cartas no começo das estações? Foram folhas de outono, orquídeas de primavera, lágrimas de inverno gélidas descongeladas ao verão intruso que, reviveu-nos em cada uma. De sorte que seguimos resguardados de parcela elementar. Em cada um, tantos rostos se impuseram, olhares não satisfizeram a lacuna que a lua deixou entre as frases. Do silêncio morno e inquieto ressurge um bilhete de passagem. Ao porto ou à tribo retornamos, buscando na história algo que alinhave estrofes e alinhe velas , uma força, fermento do seguir adiante ... Passando por Dali , Fellini os cristais em minhas veias cingem silencio e verbo. Entornado sacramento, entoam sereias odes aos mancebos . Ensurdecemos um pouco demais, ante aos gritos histéricos criamos aspas, como escamas antigas, a proteger –nos dos segredos que tanto queríamos preservar . Com a pele mais fina perdemos o tato e um sol já não nos basta queremos outros, todos astros a nos proteger. Com nosso alumínio e ferro forramos a atmosfera e blindamos a fera e também o pouco de sinceridade que no ar havia ... Se, estamos perdidos ninguém sabe, pois se acharmos a velha alegria de quando não sabíamos, talvez encontremos uma lágrima verdadeira e só ela o é ante ao belo, ao inocente e ao piar das cotovias ...
Os muitos cantos da Amazônia -Pesquisadores lançam coleção de CDs com o som de aves do maior bioma brasileiro; ouça amostras Ouça amostras de cantos de aves da coleção Vozes da Amazônia (arquivos em formato MP3) Inhambu-de-cabeça-vermelha (Tinamus major) (504 KB) Garrinchão-coraia (Thryothorus coraya) (2,0 MB) Araçari-negro (Selenidera culik) (800 KB) Anacã (Deroptyus acciptrinus) (929 KB) Formigueiro-ferrugem (Myrmeciza ferruginea) (900 KB) Maú ou pássaro-boi (Perissocephalus tricolor) (1,3 MB)
Friday, June 26, 2009
tudo está bem
Thursday, June 25, 2009
Ao Sol
clique na imagem para ler o EBookAo Sol -
*virgínia além mar
Disse o Poeta que ;
tem olhos verdes a Esperança
mas terá olhos maiores
que a cega ignorância ?
Promessa de felicidade do céu
a religião apregoou.
Um visgo de chão quero e,
paz na terra através da inclusão
Uma felicidade imanente,
um mundo onde reparta-se saber e pão.
Espero ciente que a humanidade caminha e,
ausente estarei no tempo da grande iluminação !
Enquanto persigo minha própria
ainda ilusão, creio no despertar,
na fé que pode raciocinar e
nas escolhas apropriadas.
Verde são os olhos da mata
do profundo oceano azuis são
a felicidade brota do mais escuro
ao sol do meio dia visíveis todos estão!
Tuesday, June 23, 2009
sonho bom -repete-se
virgínia além mar -
na rouca voz do recém acordado
dança o visgo do sonho
na língua virgem, muda ao mundo sonha o fado
de lótus, brandas pétalas embebeu-se a existência
pálpebras bailam aos raios de sol, como mariposas
lânguida ainda, espreguiçam nervuras; latência ...
a pele fresca acaricia risonho
oníricas imagens supriram carência ...
Publicado no Recanto das Letras em 04/02/2009Código do texto: T1420874
Sunday, June 21, 2009
papo à toa
O bixo homem é tão interessante, com senso de humor festeja tudo, dia para isto e aquilo, marca o tempo e mesmo que dele deseje livrar-se . Inventou a máquina para não esquecer que é homem e que tem compromissos marcados e, até não esquecer de acordar e ir trabalhar. Ah! o ser humano tornou-se animal de promessa. Criar um animal que pode ‘fazer promessas’ - não é esta a tarefa paradoxal que a natureza se impôs, com relação ao homem? Nietzsche provocou ...
Também o pai da psicanálise disse que melhores vivem os animais ditos não racionais pois esquecem...Memória curta , memória seletiva ...Sem culpa seguem vivendo , sem promessas e sem palavras dadas ...
Inventamos até a guerra para celebramos seu final ! Coisa de doente, como disse o filósofo bigodudo; o homem é um animal doente !
Que acontece,no desenvolvimento do indivíduo humano civilizado, para tornar inofensivo seu desejo de agressão? Pergunta do mestre Freud .
Não lamento a condição em que estou apenas penso que poderíamos menos sofrer se hora e outra pudéssemos esquecer, sermos esquecidos e nem por este motivo julgados, rotulados por psicologismos e ismos que não cessamos de criar ... Se gosto de festas ? Mais ou menos , prefiro dar espaço à espontaniedade só para variar e fazer nada vez que outra, meu corpinho agradece quando me esqueço um pouco dele , da minha idade, do espelho e claro do relógio , eita máquininha cruel, quem o inventou deviria estar numa culpa inconsciente daquelas para aprontar uma dessas ...Bem ou mal termino como iniciei ; papo à toa mesmo , afinal para dar vazão , canalizar instintos e a agressão vale de tudo e quiçá mais arte e menos artefatos bélicos...
Friday, June 19, 2009
Linguagens A r e j a d a s
Num primeiro momento a fruição estética fez-me parar diante da obra de Artista Fátima Queiroz. Seguiram-se associações e estas levaram-me a um episódio ocorrido em meados de 1981, quando meu filho estava com 1 ano
e meio de idade. Encantado, experimentando o mundo e já em primeiras sentenças expressando seus insigths . A que se relaciona à obra de Arte
acima, intitulei de – Porô , relato; Em suas expedições pela casa Joaquim , escolhia objetos e os trazia à minha frente deixando-os cair ao solo, propositalmente. Espatifavam-se aos cacos alguns, com seus olhos admirados, quando isto ocorria sentenciava - porô ! Corria à busca de outro e repetia a experiência. Eu assistia ao seu show aprendizado, durante dias, buscando entender o que estava ele a compreender e suas conclusões. Quando utilizava objetos inquebráveis, observava com mesma seriedade e brilho no olhar :
- não porô !Estava ele referindo-se a questão da resistência? Estaria dizendo - quebrou ? Ou estourou ? Referindo-se ao som ?Desaprendendo a ordens e valores e, aprendendo também a lidar com meu jovem pesquisador estava eu ,um pouco aflita, confusa e contente. Foram substituídos cristais por argila, madeira e palha. Providenciei uma oficina para que confeccionasse seus próprios artefatos poráveis.Foi nesta atmosfera que num final tarde qualquer, olhando as paredes de concreto de nossa casa, o adorável menino proclamou – tudo tem furinhos né mamãe !Com espanto respondi-lhe afirmativamente; a matéria é porosa , respira , em tudo há furinhos sim! Passei a pensar na necessidade de retomar o gosto pela Física, lembrando-me que à preferia juntamente com a Matemática e à Filosofia às outras disciplinas, para acompanhá-lo em diálogos pertinentes ...Entretanto a experiência Porô, foi encerrada, após este desafiante diálogo, com sucesso extraordinário, nada mais na casa foi quebrado.Iniciou-se na pesquisa de desmontagens, típica da fase e, às observações silenciosas do céu ! Ai meus sais! Astronomia era muito pra minha parca inteligência e falta de tempo, mesmo assim um pequeno telescópio e um microscópio foram as novas aquisições e as visitas ao Planetário e a Orquestra Sinfônica também agendados... E o tempo? Com a experiência compreendemos que se pode dar um jeito, que tudo é relativo mesmo e, afinal em tudo há furinhos , porável e impermanente é a existência ! Estava aberta a descobrir o tanto que não sabia sobre as palavras e a tornar-me novamente uma pequena cientista, levada pela curiosidade e amor do meu pequeno professor ! Com meus botões arejados ocorreu-me que Einstein teria divertido-se muito quando manteve correspondência com crianças...
Wednesday, June 17, 2009
Escrivaninha VI- O que, ou quem dá cor e tom à vida ?
O mau tempo pra alguns bem a outros pode ser-parecer, entrando no campo das relativizações e das complexidades.
O artista é um artífice da vida, na arte como saber criativo está implícita a abertura ao devir, característica da potência dos fortes assim lemos em Nietzsche, filósofo que amplia o conceito de arte não a limitando às obras de arte , estendendo-o à vida . Este em sua Gaia Ciência nos alerta que precisamos aprender dos artistas e, sobre o trabalho artístico fala-nos que ; Esta atividade, que pressupõe uma lenta preparação e um trabalho cotidiano, consistiria em perceber em seu conjunto tudo o que a natureza oferece de forças e fraquezas para, em seguida adaptá-la a um plano artístico, até que cada coisa apareça em sua arte e que as próprias fraquezas sejam de tal modo transmutadas que cheguem a ofuscar os olhos .
Embora o filósofo insiste que é preciso irmos além dos Artistas sendo mais sábios que estes... "essa força sutil que lhes é própria cessa geralmente onde termina a arte e começa a vida" ;Ao ultrapassar limites transgredindo o estabelecido o filósofo lança o desafio de também tornarmo-nos Poetas (criadores) da existência, mesmo nos fatos mais corriqueiros passando à reinterpretar e fazer uma releitura dos fatos do cotidiano. Podemos ler nesta mesma obra, A Gaia Ciência que "Uma única coisa é necessária-" àqueles de espírito forte -dar estilo a seu caráter , o que exige uma constante e laboriosa tarefa sobre si mesmo e que inclui um certo distanciamento ; em muitos casos esta verdadeira atividade artística empreendida por um tal homem superior pode perfeitamente lhe passar despercebida; Lê-se no Livro IV da obra em questão "Ilusão dos contemplativos",- " acredita situar-se como espectador e ouvinte diante do grande espetáculo que é a vida; diz que sua natureza é contemplativa e não se apercebe que é o verdadeiro poeta e criador da vida"

Jogos de luz e sombra conjugados, contrastes, nos possibilitam a riqueza da diversidade embora à alguns escape ainda a importância das forças contrárias,
inquietando-se sobremaneira diante à trágica condição humana. Nietzsche recupera o sentido trágico da existência em sua vida e obra.
Os artistas compreendem a importância dos jogos dos contrários em seu trabalho
mas nem sempre ampliam este conhecimento e o aplicam à vida. Assim como para o pintor, o cantor, o dançarino, o músico, o compositor, o escultor movimento contrasta com pausa, música com silêncios... Intervalos, nuances são necessários para um conjunto harmonioso...
Leitor e autor também são necessários para dar cor a um texto, à uma pintura dando seqüência à orquestração da vida em suas mais variadas possibilidades...
Sunday, June 14, 2009
descongestionados
só verso sobre o que sangra
inversos aos cantos de outono
são os tempos da rima
trans versos os quanta da estima
fragmento perverso na manga não tenho
me atenho ao verbo corrente das intemporalidades
nos verões há tempos germinei
e agora o barco singra pelas águas setembrionais
descongestionadas estão as pálpebras das veias
e do céu
deslizam Painas, forram o chão e meu chapéu ...
* virgínia além mar
sobre Paineiras - Os frutos são cápsulas verdes, que, quando maduras, rebentam (deiscentes), expondo as sementes envoltas em fibras finas e brancas que auxiliam na flutuação, que é chamada paina.
A partir dos vinte anos de idade aproximadamente (sudeste brasileiro), os espinhos costumam começar a cair na parte baixa do caule, e, gradualmente, também caem nas partes mais altas da árvore, com o engrossamento da casca. Diz-se no Brasil que isto permite à árvore receber ninhos de pássaros, o que seria impossível de acontecer quando esta tinha espinhos longos e ponteagudos; assim, flores e frutos já não estão presentes, a árvore continua dando sua contribuição hospedando os passarinhos. Esta não é uma regra para todas as paineiras; - * imagem internet
Wednesday, June 10, 2009
humanos demasiadamente humanos
olhos rasgados d´amor
parem a lua
cristais e seda
bordando o gramado
ventou à noite...
rubro poente
há cerejas maduras
nos lábios do céu - * virgíni´ além mar -
Em véspera de comemorarmos aqui no Brasil o dia consagrado ao amor romântico lembro das palavras do Filósofo , Médico e Psicanalista Jurandir Freire Costa em Entrevista DIÁLOGOS SOBRE O AMOR ROMÂNTICO , posterior a Publicação de seu Livro Sem fraude nem favor .
<...Hoje, boa parte da liberdade sexual sonhada pelos hippies se realizou, embora na chave individualista, típica de nossos tempos. Ou seja, estimulamos a liberdade sexual pregada pela contracultura mas jogamos fora os ideais igualitários e comunitários que justificavam aquela liberdade....O amor romântico, portanto, como qualquer emoção humana, não é feito só de virtudes. Ele carrega um potencial de individualismo e preocupação obsessiva com o próprio bem-estar que pode nos tornar absolutamente indiferentes a tudo e a todos ao redor.Não se trata, é óbvio, de “reprovar o amor” ou os que pretendem dedicar a vida à realização amorosa; trata-se de mostrar que esse objetivo não está além do bem e do mal. Existe uma grande diferença em afirmar que o amor romântico é um estado afetivo que pode nos fazer muito felizes e que, por isso, pode ou deve ser buscado por quem de direito e apresentar o romantismo como uma obrigação moral universal.
No último caso, fazemos de uma possibilidade, necessidade e reforçamos a crença de que todos os que não conseguem amar, no código do romantismo, são pessoas fracassadas, frágeis, insensíveis, “não resolvidas”, do ponto de vista psicológico.
O amor romântico, repito, é uma emoção mundana, comprometida, entre outras coisas, com valores estéticos e morais diretamente ligados a interesses de classe social, situação econômico-cultural e preconceitos raciais, sexuais ou religiosos dos amantes. Longe de ser uma emoção pura, inocente ou “divina”, o romantismo amoroso é uma busca de satisfação sexual e sentimental nem mais nem menos legítima do que outras às quais damos as costas por que estamos empenhados, dia e noite, em amar e ser amados. ...>
ilustrações Obras de Tarsila do Amaral
Friday, May 29, 2009
Psiu !...
Imagem de Edvard Koinberg- livro:HERBARIUM AMORIS - FLORAL ROMANCE
Do invisível -A música parceira de todas horas preenche a atmosfera com as cores da alma... Entre ausências imagens, sons -mar-rítmos movem meus cataventos
Saturday, May 23, 2009
parolas ao sol
das inquietações da alma
padecem os corpos
através delas criamos saídas
os olhos, ah! os olhos
nossas janelas
na voz-pensamento alado
vive além dos cárceres ...
Iluminadas
o chão que não pisei
sobrevoei
dos mares que não naveguei
tenho olhos ainda úmidos
dos afagos não trocados
trago conforto e o coração repleto
das coisas proibidas
só me privo das quais não me atrevo
em sonho realizar
vivi intensamente
meus amores
pois que os cantei ... virgínia além mar
tente a Poesia - Assim são os Poetas...
Versos não são o que as pessoas imaginam: simples sentimentos... Eles são experiências. Para a construção de um simples verso,é preciso ver muitas cidades, homens e coisas, é preciso conhecer os animais, é preciso perceber como os pássaros voam e conhecer o movimento de uma flor abrindo-se pela manhã -Rainer Maria Rilke -Os cadernos de Malte Laurids Brigge
clique para ouvir Sonho Impossível (The Impossible Dream) 01'51'' na voz de M. Betânia
ASSIM É O POETA... - Socorro Lima Dantas
Mesmo com o coração em lágrimas,
o poeta vai escrevendo
para aquecer a sua dor,
relembrar os bons momentos,
arrancando-lhe do âmago os tormentos.
Ah, a alma do poeta !
tropeça, levanta, chora, lamenta,
recolhe os pedaços partidos
que a vida lhe espalhou...
Junta tudo de novo,
na esperança de reencontrar
a felicidade, que um dia lhe escapou.
Ainda que em oculto padecer,
em sua solidão peculiar,
o poeta retira do peito
os espinhos alí encravados,
e com as gotas do sangue jorrado,
escreve a sua poesia de amor !
Recife/PE- 18/05/2009
Saturday, May 16, 2009
Sunday, May 10, 2009
ainda Pablito...
Thursday, May 07, 2009
poetando
Uma histeria colectiva
Arrasta as multidões
Para um mesmo lugar,
Sem destino determinado.
Do Mundo,
A Identidade,
Evadiu-se.
O estereótipo,
Instalou-se,
E a monotonia,
Permanece.
A ilusão do Mesmo,
Quedou-se.
Abafou-se
A diversidade.- Isabel Rosete - Aveiro Portugal
como E s C r e Vejo-me
quando creio-me vazia escrevo
e percebo o quão repleta de imagens estou
as palavras carregam meus símbolos
inauguram outros
atam-me às estrelas
puxam-me ao fundo do oceano
retorno amanhecida ...
quando em mim não caibo também escrevo
e retorno ao vazio que ansiava
como as marés não cesso
sedo ao diálogo íntimo e universal
costurando figuras na borda do pensamento...
um mel jorra nesta fonte
uma cratera encontro
um vulcão reacende ...
ainda gemo, flamejo
ainda cresço no solo de mim mesma
ainda semeio chamas a ao meu redor ...
escrever é circular, é revolução...
é reencontro com águas, terras, sol
e ar
e mais um punhado de mar ...
* virgínia além mar - RS Brasil
Wednesday, April 29, 2009
ao mar
havemos despertos ... *virgínia além mar
embalam-me
suavemente
como as brandas ondas
do mar
nossa amizade
navegará sempre
através dos luares
superando humores
iluminandado
paragens vespertinas
inaugurando ilhas
de afetividade
nos recantos oceânicos...
* virgínia além mar
-aos amigos raros que dão-se em palavras
e compartilham olhares...
Saturday, April 25, 2009
AMIZADE
virgínia além mar
autualizado -Centro de Estudo Claudio Ulpiano
Curso de Verão
Este curso foi dado por Claudio no verão de 1995, na cobertura do Hotel Golden Park, localizado na rua do Russell, na Glória. O hotel pertencia ao pai do Dudu, o Eduardo Goldenstein, cineasta, aluno do Claudio. As aulas começavam às cinco da tarde e se estendiam até a noite. No intervalo para o café, os alunos aproveitavam para ir até o terraço, onde a vista era muito bonita. Tocados pelas aulas, discutiam as questões animadamente. O curso se compôs de dez aulas, reunidas sob o título de Filosofia e Arte, e foi inesquecível para quem o assistiu. As três primeiras aulas já podem ser lidas no site; as outras estarão disponíveis tão logo forem sendo transcritas.
Aula de 04/01/1995 Corpo orgânico e corpo histérico
Aula de 07/01/1995 O solo nômade da filosofia – Uma imagem do pensamento
Aula de 11/01/1995 O Empírico e o Transcendental
.7.
Admitir pensar Artaud pela sua semiótica. Tomando como ponto de partida seu afastamento a Lewis Carroll...
-->
Wednesday, April 22, 2009
Sunday, April 19, 2009
19 de bril - aos que resistem ao sol ...
* Virgínia além mar
estou disposta a aprender contigo
humildade,orgulho, sentimentos
de coletividade
minha tribo está dispersa
já não cantamos reunidos
controversa é a modernidade
afasta-se do clã e de seus filhos por vaidades
pois da terra sabedoria esqueceram
há fome e sede de mata
de rios e peixe sadios
no poder do invisível já não cremos
lambendo a terra o vento
desenha nosso rosto e não tiramos
a máscara ao dormir...
não sonhamos mais direito
um futuro a construir...
do rito das iaras
há que com índios reaprender a repartir
quinhão de decência e de alegria
aprender a obediência às leias da natureza
com disciplina e tolerância
aprender a perseverar no que
resiste sob o sol
aos amigos de verdade Xavantes meu muito abrigada,
convosco aprendi a repartir o pouco e a abundância
e que nas distâncias as vozes falam evocando
ao invisível e a ele entregam-se também paixões
desenhando no rosto do tempo um amanhã ...
virgínia além mar
Xavantes - Notas de Viagem Salve 19 de Abril ! http://vicamf.multiply.com/journal/item/34
mais um dia 19 de abril seja lembrado para que
todos os dias venham a ser daqueles que cultivam
a amizade à terra
Saturday, April 18, 2009
Os Sambaquis e outros povos indígenas
Thursday, April 16, 2009
harmonia
Índio teus cabelos
como a palha do buriti
integram a terra
harmonia perdura
no olhar que espera
enquanto pensa ...
branco, branco o que trava tua visão ?
teus sentidos embebidos
das seivas das raízes já não estão ...
busca o céu porque esqueceste a terra
a história pulsa ainda em teu sangue já doente ...
veja nossa gente, simples, saudável, bela...
cultivamos integridade
além de grãos e santidade ... virgínia além mar -
publicado na AVBL -http://www.avbl.com.br/website/index.php?menu=5
http://poeticacoletiva.blogspot.com/2009/04/indios.html
Tuesday, April 14, 2009
Apologias de um navegante - E Book

Tuesday, April 07, 2009
o desenhista ...
Saturday, April 04, 2009
Presente - NIETZSCHE - PARTE 05
Viviane é Psicnalista Filósofa e Poeta
Thursday, April 02, 2009
Poetar
Paz não faz
Buscando pacificar-me
Sopros de liberdade
e harmonia, sustentam-me
na sede de justiça e igualdade
Entre as flores o sol brinca
Assim também estrofes
Imaginação aliada ao conhecimento,
novo e antigo conjugados
racionalidade cedendo espaço à fantasia...
*-*
Publicado no Recanto das Letras em 17/04/2009Código do texto: T1545262
http://recantodasletras.uol.com.br/autor_textos.php?id=15133
Saturday, March 28, 2009
viajantes
http://vicamf.multiply.com/journal/item/238/viajantes_
http://www.avbl.com.br/website/?p=Yz04NTUmYT1TQg
que possamos ver melhor as estrelas nesta noite durante a hora do planeta!
assim como Águias e Borboletas
coexistem em harmonia
sombra e luz integram-se nos versos
e o Poeta consome -se como
oroborus em estrofes
um infinito-finito de paz
jaz na alma que dela emana
coacham cristais dos pântanos...
no breu da noite cintilam auroras
sagazes na escuta abreviam-se
distâncias entoando-se cânticos
penas, sedas assentam em aconchego
almofada-se o Poeta entre os seus devaneios
novas realidades estão sendo tecidas
no andar das centopéias ao homem futuro...
http://www.vaniadin iz.pro.br/ espaco_ ecos/filosofia_ virginia/ colaboradores. ht m
Poetas del Mundo - http://www.poetasde lmundo.com/ vernot.asp ?idnews=467VMD - http://www.vaniadin iz.pro.br/ espaco_ecos/ filosofia_ virginia/ colaboradores. htm
* virgínia além mar - Pois eu já fui moço, e moça, e planta, e pássaro, e um mudo peixe do mar. -Belo é dizer mesmo duas vezes o que é necessário. empédocles Purificaçãoe e Sobre a Natureza)
Tuesday, March 24, 2009
pablito
"Os meus pensamentos foram-se afastando de mim, mas, chegado a um caminho acolhedor, rejeito os tumultuosos pesares e detenho-me, de olhos fechados, enervado num aroma de afastamento que eu próprio fui conservando, na minha pequena luta contra a vida. Só vivi ontem. (...) Ontem é uma árvore de longas ramagens, e estou estendido à sua sombra, recordando. De súbito, contemplo, surpreendido, longas caravanas de caminhantes... Com os olhos adormecidos na recordação, entoam canções e recordam. E algo me diz que mudaram para se deter, que falaram para se calar, que abriram os olhos atônitos ante a festa das estrelas para os fechar e recordar... Estendido neste novo caminho, com os olhos ávidos florescidos de afastamento, procuro em vão interceptar o rio do tempo que tremula sobre as minhas atitudes. Mas a água que consigo recolher fica aprisionada nos tanques ocultos do meu coração em que amanhã terão de se submergir as minhas velhas mãos solitárias..." (Pablo Neruda, in "Nasci para Nascer")
Pablo Neruda: Poema 7 " tus ojos oceánicos." -
Inclinado en las tardes tiro mis tristes redesa tus ojos oceánicos.
Allí se estira y arde en la más alta hogueramo soledad que da vueltas los brazos como um náufrago.
Hajo rojas señales sobre tus ojos ausentesque olean como el mar a la orilla de un faro.
Sólo guardas tinieblas, hembra distante y mía,de tu mirada emerge a veces la costa del espanto.
Inclinado en las tardes echo mis tristes redesa esse mar que sacude tus ojos oceánicos.
Los pájaros nocturnos picoteam las primeras estrellasque centellan como mi alma cuando te amo.
Galopa la noche en su yegua sombríadesparramandoespigas azules sobre el campo.
Pablo Neruda
PABLO NERUDA: O INTELECTUAL DIANTE DO PODER
Friday, March 20, 2009
aparência..
Celebrando Equinócio de Outono
& Belo é dizer mesmo duas vezes o que é necessário.
Saturday, March 14, 2009
14 de março
Ogni animale ha la sua voce, ogni creatura ha la sua voce.L'albero ha la sua voce, il fuoco ha la sua voce, tutto ha la sua voce.E quello ci fa intuire che ogni esistente ha la sua voce.Gli uomini sono miliardi e ognuno ha la sua voce.Questo ci fa capire che ogni esistente non è fatto soltanto della sua natura.Ogni esistente è fatto di due elementi. Ciò che è, ed è una singolarità.L'acqua è l'acqua, il monte è il monte, il sole è il sole, la foglia è foglia, l'uomo è l'uomo: una singolarità.Ma non basta. L'esistente è fatto anche di una voce. E la voce è anche una singolarità.La voce di ognuno è singolare, singolarità. L'acqua ha una voce sua particolare.Il fuoco ha una voce sua particolare. Il vento ha una voce sua particolare. Ogni animale ha una sua voce particolare.Ogni uomo ha una sua voce particolare.Ogni esistente è fatto di una propria singolarità e di una voce, singolare anche questa.La voce è la significazione di un essere, ma una significazione universale su tutto ciò che non è quell'essere.Quindi abbiamo l'essere in sé e abbiamo la voce che è annuncio dell'essere, su tutto ciò che non è quell'essere.Per cui arriva dappertutto. A migliaia di kilometri di distanza.Quindi si tratta solo di avere l'apparecchio necessario per captarla.Ma la voce arriva dappertutto. La voce è una pista.Chi ha interesse e soprattutto chi ha associato un esistente con la sua voce ha la possibilità di passare dalla voce fino alla sorgente, alla fonte, al principio di quella voce
Saturday, March 07, 2009
a mulher e a Lua

Publicado no Recanto das Letras em 08/03/2009Código do texto: T1475140
Thursday, March 05, 2009
Espírito Libertário
Gostaria de convidar aos aspirantes à amizade à Sophia que tão generosamente nos tem prestigiado com leituras e comentários em nosso Canal de Filosofia do Espaço Ecos para visitar o Centro de Estudos Claudio Ulpiano, nosso mestre querido que apesar de falecido está cada vez mais vivo em nossas vidas e, seu espírito libertário continua fomentando o desejo de produzirmos uma vida superior, um modo de existência mais alegre menos ressentida. Importa contemplarmos que há um velho padrão que persiste e tem sido na minha humilde opinião a causa de tantas guerras apesar dos avanços científicos e tecnológicos.A humanidade necessita desfazer-se de suas marcas, de suas memórias endurecidas nefastas...O meu convite em especial é a leitura da belíssima Aula de 16/05/1995,- Movimento extenso e movimento intenso - indivíduo e singularidade - recentemente transcrita na íntegra.
o cuidado de si representa uma forma de resistência ao poder- Francisco Ortega citando Foucault( 1994, in 1999a. Sobre ética e política, cf. a entrevista Politique et éthique: une interview (Foucault, 1994, p.586)
ver artigo -Trans/Form/Ação
Hannah Arendt, Foucault e a reinvenção do espaço público Francisco Ortega
Francisco Ortega
Por uma ética e uma política da amizade
Em um estudo já clássico sobre o declínio do homem público, o sociólogo Richard Sennett constatou que a sociedade contemporânea se carateriza pela “tirania da intimidade”, a qual se exprime numa vida pessoal desequilibrada e numa esfera pública esvaziada. Na atualidade estamos dominados pela crença de que a proximidade constitui um valor moral, o que nos leva a desenvolver nossa individualidade na proximidade dos outros.
Francisco Ortega é doutor em Filosofia pela Universidade de Bielefeld (Alemanha), professor adjunto do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pesquisador do CNPq. Autor de diversos livros e artigos, entre eles, O corpo incerto: corporeidade, tecnologias médicas e cultura contemporânea, Rio de Janeiro: Garamond, 2008.
Prev: uma vida uma ponte ?
Tempo virá...
metade coberta de pó de arroz ?
metade meio pálida envolta de névoa
Lua escudo das estrelas naves mães...
há sóis dispersos na bela presença
há águas amanhecentes
há floreiras à espera...

molhada de quaresma quarta feira geme
colarinho de azul manchado
mangas de longas cicatrizes no breu...
esverdeada minha mão treme
clamando ...céu da boca cospe
perfume de alecrim
cedo minha alma às águas e as flores
porque há sede ainda de lua inteira
embebida de ilhas futuras ...

slide show http://vicamf.multiply.com/photos/slideshow2/70
e mais info sobre origem das imagens
Poema Publicado no Recanto das Letras em 05/03/2009Código do texto: T1469944 http://recantodasletras.uol.com.br/autor_textos.php?id=15133
Wednesday, March 04, 2009
mulher ?
Sunday, March 01, 2009
a felicidade a virtude suprema

Friday, February 27, 2009
Monday, February 23, 2009
Tuesday, February 17, 2009
Eros...
Texto do Filósofo Amauri Ferreira
-Confinamento em seu Blog
nosso colaborador no Canal de Filosofia do Espaço Ecos Portal VMD,que estará com novidades em breve ! abraços afetuosos, virgínia
O vento sul reparte e tinge os cabelos de fuligem
imensurável grandeza, ardor, quase miragem !
Rumores dos astros como novelos em vertigem...
Tropeços do casco cingem o veio e aragem
verdades que meus olhos castanhos exigem
peixes, algas sem pudor, miro nas águas coragem !
Registram as mãos ainda alvas, a mensagem
Velas altivas tocam o azul, cala alva passagem...
No rajar das encostas, pássaros em retirada
é tão lindo; poente refletido em sua plumagem ...
Almejamos ninhos, abrigos na enseada
porém o pensamento não deseja ancoragem
é barco pronto à partida , nau desejo onda, vida revirada !
*além mar virgínia fev 09
Publicado no Recanto das Letras em 15/02/2009Código do texto: T1439925
Desejo
Encantam-me as texturas, descobrir as vozes
entre os vazios de cada fibra, desmembrar
os fios de despedias, destinos de cada cor,
seus desejos anteriores ao fugaz entreterimento
de encontros aleatórios , fusão de tintas em estações
do tempos do vir a ser.
Desejo desde sempre, ouvir no vento que ecoa nas
vozes caladas; nós, laços, fibras, corpos !
Escuta, escuta um olhar que grita na tempestade distante!
Uma tênue luz me apraz, ver demasiadamente,
pode cegar as mãos !
Desejo penetrar os mistérios da vida, nutre-me a ânsia de continuar.
Brotam fontes d’água no cordão inicial que a toda teia ilumina,
aquecendo manhã d’orvalho desconhecido!
Sim ao orvalho desejo pertencer ainda, esta ínfima ternura
de toda textura. Incomensurável existência, contida, do fogo nascida! Energia latente, semente, sêmen que jorra ainda quente na esperança
de um óvulo fecundar !
Há espírito latejante nos dedos do artesão!
São de suas mãos que eu quero saber...
De seus desejos desconhecidos, desfiles de ondas elétricas,
uma estética desprendida da estática figura esculpida.
Vida instinto, prenuncio dum resto, fragmento, enxerto?
O nada preenche este vaso inerte que ao devir da descoberta
entrega-se, ao desvelar-se no outro e neste continuar, em lançamento, envolvimento...
Eros, elo étnico, criatura!
virgínia além mar 06/11/2004 Portal VMD http://www.vaniadiniz.pro.br/virginia_fulber/artigos.htm
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Friday, February 13, 2009
Terra?



Per tenso
carecemos de barcos,
rodas, asas ou de nadadeiras ?
quero minha jangada no mar !
vou ver-te ali o outro lado
da lua, da maré,
estou nua, sou tua metade
areia, vento,
mais d ´água que qualquer sereia
e tu pelo que anseias?
por sal, sol tela vermelha ?c
alor de uma canção que a louve inteira...
no meio do oceano estou contente
nada mais lindo que o vento
penteando as águas...
quero beber-te em versos de céu
e promessas de sempre voltar
às águas e
navegar
olhar embriagar de mar ! virgínia além mar –
Publicado no Recanto das Letras em 14/02/2009Código do texto: T1438607
EMPÉDOCLES DE AGRIGENTO Fragmentos-
Sobre a Natureza
E tu, escuta, Pausânias, filho de Anquitos, o sábio.
Pois estreitamente limitadas são as forças de que são dotados os membros dos homens; e numerosos são os males que caem sobre eles, entorpecendo os pensamentos. E em sua vida vêem apenas fraca parte da vida, e, condenados a morte próxima, são levados e dissipam-se como a fumaça no alto. Cada um convencido tão-só daquilo que encontrou ao azar de seus muitos e incertos caminhos, embora se vanglorie de ter encontrado o todo. A tal ponto são estas coisas difíceis de serem vistas ou ouvidas ou apreendidas pelo espírito. Tu, porém, saberás, pois dos outros te separaste - mas não mais do que permite a inteligência do espírito mortal.
.
18 - Amor. 19 - Amor envolvente. 20 - Esta (luta das duas forças) é manifesta na massa dos membros humanos: às vezes, unem-se pelo Amor todos os membros, que atingiram a corporeidade, na culminância da vida florescente; outras, divididos pela cruel força da Discórdia, erram separados nas margens da vida. Assim também com as árvores e peixes das águas, com os animais selvagens das montanhas e os pássaros mergulhões levados por suas asas.
http://vicamf.multiply.com/photos/slideshow2/63
Thursday, February 12, 2009
vou te contar...
amigo tua amizade me foi essencia para manter o sonho
de rever e fotografar desta vez este sítio ...
andando com apoio da bengala ainda, mas já vencendo as dores e
subindo altos montes !
por isto tenho motivos pra cantar e te contar virgínia muito feliz !
sítio arqueológico- preservação ambiental
Ilha Campeche SC Brasil slide show
Wednesday, February 04, 2009
sonho bom ...
na rouca voz do recém acordado
dança o visgo do sonho
na língua virgem, muda ao mundo sonha o fado
de lótus, brandas pétalas embebeu-se a existência
lânguida ainda, espreguiçam nervuras; latência ...
a pele fresca acaricia risonho
oníricas imagens supriram carência ... virgínia além mar – ( indriso ?)
Publicado no Recanto das Letras em 04/02/2009Código do texto: T1420874
imagem – fonte a ninféia branca floresce a noite
Monday, February 02, 2009
O2 de fevereiro II -Reverência
nos mistérios e perigos da noite
entre profundas águas
que ocultam segredos
corta o verbo oceânico e
o silêncio das estrelas
a tempestade indiferente ...
pescador impetuoso
doma as ondas
o medo da morte
disposto em pau de jangada
lançado à sorte
em precária embarcação
a sobrevivência é sua lei
na areia reza mãe moça morena
pelo retorno em segurança de seu rei
aninha entre os braços
os filhos e sua fé cresce
com o mau tempo que cavalga céu e as ondas
a reza é forte transpões marés
homem- vence o mar e destino
a visage entre as nuvens se impõe sagrada
Senhora Iemanjá cuida de seus meninos
Maria abençoa peixe e ninho
lança nas redes o sagrado alimento
ao amanhecer calmaria, o milagre se fez
tapera ainda despenteada...
já ao pé do mar família recebe seus homens e o sustento
por toda orla ouve-se a gratidão
no canto-reverência ao firmamento
dos descalços filhos do mar
*virgínia além mar -














