Friday, December 17, 2010

notas em 4 estações

Nota

O que são notas senão lembretes, sintomas do privilégio de alguns flasches desta existência sobre outros. O que foi sentido e adormecido não foi aniquilado, espera como as notas ser transformado pelo olhar, pela curiosidade ou necessidade...E, quando esta é justamente o fator mais importante, ela tanto pode ser necessidade de esquecer quanto de relembrar. Brincadeira de esconde-esconde...Não é simples conhecer a si, deixamos pistas a nós mesmos e ao outro e, enquanto sujeitos dotados de plasticidade, com cérebros porosos e peito aberto as notas ficam soltas, como devem ser, livres ao sabor do vento e, se este for favorável a esta ou aquela assim ocorrerá o insigth , luminoso fragmento do emaranhado de fibras que somos. Jamais únicos, sempre complexos e interativos ...Assim, espero haja chances para um dó ressurgir entre o sol de mim.... virgínia além mar






Wednesday, December 08, 2010

Ir em frente - virgínia fulber além mar



Um punhado de pó é o que resta enfim. Então por que tanta arrogância, medo, orgulho...

Ah! O amor venceria todas perversidade humana ? Mas o que é o tal sonhado aconchego e num piscar de olhos dá lugar ao ódio e indiferença... Conquistar o bem querer leva tanto tempo. Claro afinidades existem e nelas uma clarividência, o bom bucado da vida; as empatias, encontros felizes de verdade. Não há conflito no gostar de graça, quando almas se roçam além de meras circunstância, desejos libidinais. Todo prazer é erótico disse Freud. Maravilha seria então que Eros , força libidinal , pulsão de vida, vencesse Thanatus que na Psicanálise representa


a personificação mítica da pulsão de morte,mas, nesta luta constante, as carências se sobrepõe e, pensando amar a si mesmo Narciso se destrói e aniquila com as forças dos que o rodeiam. Pobre Narciso, pobre de nós seres humanos que, se não amados suficientemente na infância, levamos um calvário e vamos adiante e, o que conta no final são os amigos, de ombro a ombro, de peito a peito a poupar as forças e renova-las porque amor é sonho, conto de fadas fadado ao fracasso com poucas exceções. Agora se Eros


vencer construiremos com alegria , consciência, maturidade um futuro melhor para as gerações vindouras. Utopia ? Preciso acreditar que mais alguns mergulhem seria, sinceramente nas forças destrutivas do inconsciente, nos dramas pessoais que impedem de superar, abrir-se e ir em frente.



Sunday, August 08, 2010

II DIVO "Amazing Grace"

II DIVO "Amazing Grace"legendado

apresentação do hino cristão inglês "Amazing Grace" (traduzindo, " Uma Graça Excepcional"), cantado pelo Quarteto II Divo, formado por 1 suiço, 1 norte-americano (ambos tenores), 1 francês (cantor popular), e 1 espanhol (barítono). Fazem uma mistura de música clássica com o pop. O Coliseu, palco do evento.

Friday, August 06, 2010

Caminhos - virgínia além mar


Caminhos



Levam dos altos picos

Aos mais profundos vales
Das entranhas da terra

Às profundezas dos oceanos

Das calmarias celestiais

Aos labirintos anímicos



Telúricos, caóticos ou cósmicos

Trilhados passo a passo

Ou em saltos imaginários

Oníricos ou horizontais

Ainda e sempre caminhos

Percorridos, sem dúvida

Por uma multiplicidade de anseios

Entre os quais o maior

O do encontro do indivíduo consigo mesmo



Sangue e espírito comungam

De mesmas trilhas

Entre rochas folhagens, brumas

Bípedes ainda que não alados

Buscamos o além do homem



Desejo há, de um caminho paradisíaco

Fundamentar, entre espinhos, para

Aquietar ânsias, saciar a sede

Em polpa de douradas maçãs

Nelas habitam segredo e força

Do sol,das raízes da terra e

Das profundezas do mar ...

Wednesday, August 04, 2010

Intimidade - virgínia além mar






Velejávamos ao encontro da laguna
O vento açoitando as velas
O azul do céu penetrando a alma
Tingindo os sonhos o dourado sol


Velejávamos ao encontro do luar
Adentrando a utopia de um amor maior

O mesmo vento amigo soprou
Carregando consigo o olhar perdido
Fazendo uma curva na montanha
Resgatando quimeras


Ondas grandes se fizeram
O cheiro das marés silenciou
Soluços e a palavra tola
Que jamais descreveria a imensidão...


Velejávamos e sob o manto da noite
Encontramos um ao outro
Para não mais esquecer
Que velejar era para nós
Estar mais íntimos das estrelas
Afinal...

Thursday, July 08, 2010

Melodia * virgínia além mar

É suave e doce a melodia



Que perspassa o ser e clama


Por entrega a universal sinfonia


Corpo, frêmito eleva a alma


São momentos de intensidade


Indescritível o fluir da amenidade


Ramalhete multicor é a inebriante alegria


Violancelo, piano e bailarina em harmonia...




Esvoaçantes vestes cobrem a palma


Em aconchego as notas musicais


Proclamam;  há sossego na beleza


Perfeição na sintonia...

Sunday, July 04, 2010

perfume e as palavras ...


Alguns Versos e Poemas são como pétalas arrancadas das flores ainda em botão.



Mas a Poesia esta sim, traz sempre o perfume de um jardim inteiro às mãos.


                             * virgínia além mar

Thursday, July 01, 2010

Notívago – virgínia além mar



Sopra no ouvido um convite
Ver estrelas, viajar na imaginação

Cálida noite onde nada aflige...

Na bruma mágica pulsa um coração !



Criatura de mundos paralelos permite

O vagar entre passado e futuro sem aflição

Numa brincadeira a hora é da elite

Que transpira arte e se entrega à canção



Entranhas sem sombra irradia

Esperança em flor e botão

Membros entregues a melodia...



Uma alegria se permite em condão

Inusitada façanha se faria

Na calma noite vadia...


ilustração - Vladimir Kush

Saturday, June 26, 2010

Do que se espera - Poema - virgínia além mar


Há sempre uma promessa
Na lua, no vento na estrela
Na margem, no leito que na rua começa
De um amor, de uma gema ou dela


Na rosa em botão que floresce
No espinho que crava e vela
Querer, querer permeia frase ou palavra tece
Ébrio saber flutuante há na tela


Há sempre promessa na onda de amor
Que percorre as orlas do olhar
Atravessando o temor


E se não houvesse nem asa alcançaria
Sol, solstício e calor
Criamos promessas para ganhar céu e mar...

Novos Tempos -virgínia além mar



Em 1996 a Internet entrou em minha vida, por uma fatalidade,um tempo a mais criou-se em meus dias, iria ficar mais alguns meses sem poder exercer minha profissão, Joaquim , meu filho amado, com sua paciência ante ao meu temor à máquina, concedeu-me precioso tempo juvenil na minha iniciação ao Mar internáutico , a direção ao diálogo e reencontro com aqueles que então distantes, e ao meu reencontro com as letras.

E a elas buscando encontrei o Letras e Cia um grupo destinado aos amantes destas , escritores, poetas e afins. Foi neste sítio que encontrei Vânia Moreira Diniz, esta alma generosa que acolheu-me e estimula-me a versejar, a compartilhar sonhos, e aqui prosear .

O ostracismo talvez seja a mais terrível condenação aquele que sente um palpitar vez que outra em seu coração engessado, pois apesar de não nos cansarmos de reter a vida ( Deleuze), esta é nossa condição. Potência de VIDA ela mesma quando não transborda criativamente , produz enfermidade, dores, pobreza , desencontros , dissonâncias cognitivas.. "Queria apenas tentar viver aquilo que brotava espontaneamente de mim. Por que isso me era tão difícil?" (Fragmento do livro "Demian" de Hermann Hesse).

A potencialidade criativa, expressão autêntica das impressões pessoais precisam vazar, grávidos de sonhos não podemos retê-los, se estes não encontram ecos, ressonâncias enclausurados como fetos lutam com todas forças por um lugar ao sol.

É tempo, meus queridos, deixar sementes desabrocharem. Este momento histórico que vivenciamos é extraordinário. Alguns ainda não perceberam que é uma loucura lançar terra sobre o broto que deseja arder sob o sol , como uma mãe que deseja reter seu feto é aquele que evita experimentar-se nos encontros , nas possibilidades que a abertura ao diálogo fornece.

É preciso tentar, permitir-se sentir a liberdadezinha que ainda grita , inicialmente tímida , sem força suficiente , mas é justamente nos encontros do primeiro calorzinho, orvalhada ainda, que a folícula descobre a alegria de resistir e insistir no diálogo com o novo jardim, assustador inicialmente por sua imensidão, o confronto com o que ainda há de ser percorrido, a conquista por um lugar,a estima a ser construída, o respeito a amizade .

Desistir frente as primeiras tempestades , de certo não é recomendável .Há sempre generosa árvore por perto provocando entusiasmo, estimulando, ao vento bom entrega seu sorriso e ampara com voz macia e perfumada que diz não é fácil mas possível, se estou por aqui, sobrevivi não desisti e antes de ti e de mim outros, outros e outros superando dificuldades, mas não isoladamente nem tampouco apenas interagindo com fragilidades descontentes e ressentidas.

Arrisque a rede é grande, é preciso continuar acreditando que alguém de sua espécie está aguardando por sua participação e necessitando de sua palavra estrangeira , tua voz pode ser a diferença , a nuance , o colorido a mais , o toque mágico a despertar novas esperanças, lembranças sonhos, devires de infâncias .

Thursday, June 03, 2010

Suculentas - Poema- virgínia além mar





Os cristais respingavam a gola


Rubra e fresca por dentro e por fora


Sacia as papilas gustativas pondo a prova


Delírio e saudade do licor de uma lua






Maçã, delícia dos pomares e de um céu

Rainha, na boca morre com requinte

Sem silenciar, brumindo cristalinos

estalidos germinando prazeres ...





O sabor tão familiar assim como inusitado

Traz consigo lembranças envoltas em seda

De um azul único, como o produzido


Pelo luar minguante de maio...




Maçãs e Luas formosas e suculentas

A prova do tempo

Maduras em declínio ou em crescimento

Dão asas ao pensamento

* virgínia além mar

imagens fonte google

Saturday, May 22, 2010

Porque é Sábado

Porque é Sábado III -
* virgínia além mar




O sol dá o ar de sua graça

a neblina faz um mar na planície

e o café da manhã toma-se sem pressa

Olha-se o horizonte com vagar
busca-se na brisa a notícia primeira
na serra ainda chove
no litoral haverá ressaca...

a moça do andar de baixo foi dançar
e a noite de sexta alongou-se até o amanhecer


Porque o tempo é bom janelas abriram cedo

daqui do alto pressinto a arfar contente dos cães

haverá passeio e os focinhos serão saciados

há deliciosos cheiros, churrascos estão sendo preparados



É sábado e algumas metas foram cumpridas

algumas dívidas foram saldadas outras serão criadas

o comércio estará farto de clientes...



Automóveis de passeio sairão das garagens
idosos serão visitados

crianças serão pesadas e algumas brincadeiras

sem recreacionistas irão aos parques

haverá mamães de cabelo em pé diante a tamanha vitalidade



Homens jogarão pelada enquanto suas companheiras
rão ao salão de beleza...


Há muito que fazer, tanto que se deixou de fazer

durante a semana; o relógio afligia blong blong
nem ele nem o celular deram moleza
são compromissos, cobranças, solicitações a perder de vista



Bem é sábado, vou para rua com sentidos e mente abertos
ao que a existência oferece de mais belo; a vida com
seus ruídos e matizes intercambiantes
afinal há muita beleza entre a luz e a sombra
e nelas mesmas

para ouvir quarteto de cordas alberto nepomuceno clique aqui


Saturday, May 15, 2010

Ao mestre Li (aleph)

                  Ao mestre Li (aleph)   música Rising Sun Kitaro
                                                  * virgínia além mar

Ao deitar  seu olhar transparente
Alquimizava alheia alma
Por lábios juvenis , perfumada palma
E, por corretos gestos, ensinava o saber ardente



Possuidor de um andar pungente

Tragava do silencio a nota calma.
Enquanto sua voz ondulava doce; vivalma 

Transpirava segurança efervescente.


Tropecei nas contas de amargura

Dos seus olhos perdi então frescura

Mas ficou a lembrança da infinita ternura !



Certeza tenho, o que me fez sentir persiste

Continuando a abrandar o ranger de auroras

Enquanto, discretamente, segues semeando agoras ...

sobre a imagemo telescópio espacial SWIFT capturou o tênue GRB 090423 (gamma-ray burst – explosão de raios gama) em abril de 2009, este quebrou o recorde do objeto mais distante do Universo observável.

Tuesday, May 11, 2010

das coisas...

Tinha planos, o acaso os engoliu, devolveu digeridas surpresas...


Na manhã cinzas foram espalhadas sobre as rosas e um perfume agreste encheu o final de tarde.

Num só dia foi tecido casulo e asas, e, nas poças d´agua desabrocharam arco-íris ...

*virgínia além mar

Saturday, May 08, 2010

MÃES e um poucos sobre as Matrioshkas


    *virgínia além mar

Gerar proteger, aninharamamentar, agrupar...

 
Desejo de menina ser mãe e acalentar



Com alguma ansiedade e muita disposição

complementar, repartir é de boa vontade o coração



Algumas com dificuldade, outras com naturalidade somam

as suas vidas uma prole, estórias que se entrelaçam

mas sobretudo, as mais amorosas só desejam ver andar
e florir seu jardim em tons desiguais



Me visitas, te visito, entretanto dentro, próximos, internamente

hás em mim como visgo, fibra poção de amor



Um condão ainda que invisível, indiluivel

nos mantém unidos do início ao fim



Na maturidade desligados seguimos em frente

mas o calor há de permanecer no inconsciente

nos sonhos até que libertos transitemos entre

nossos universos femininos ou masculinos

e este se reconhecerão humanos, carentes e

eternamente desejantes...






Sobre a imagem Matrioshka (também babuchka- feminina )

Uma história sobre a origem das bonecas russas é que um senhor que esculpia e vendia bonecas uma vez fez uma boneca tão bonita que não quis vendê-la, levou para a sua casa e colocou no seu criado mudo e deu o nome a ela de Matrioshka. Todas as noites antes de dormir, perguntava a Matrioshka se estava feliz. Até que em certa noite Matrioshka pediu um bebê. Então o senhor esculpiu uma boneca menor chamada Trioshka, serrou a Matrioshka e colocou o bebê dentro dela. Mas logo na noite seguinte, a Trioshka também pediu um bebê. E lá se foi o senhor e fez uma boneca e colocou dentro da Trioshka, desta vez a bebê se chamava Oshka. Assim seguindo o caminho das outras, na noites seguinte Oshka pediu um bebê e lá se foi novamente o senhor fazer mais um bebê. Só que desta vez pensando que isso não iria acabar mais, o senhor fez o bebê e desenhou rapidamente um bigode nele e o chamou de Ka, garantindo que seria homem e não iria pedir um bebê novamente.

Saturday, April 24, 2010

23 de ABRIL & A Força da Escrita ...


Ontem 23 DE ABRIL foi o dia Mundial do LIVRO instituído pela Unesco em 1996. Ele é celebrado em cerca de 100 países, e mobiliza uma vasta rede internacional de editores, livreiros, bibliotecários, associações de autores, tradutores e muitos outros amigos da causa do livro e da leitura. É importante que se tome consciência dos benefícios econômicos, morais e cívicos da leitura, para que os indivíduos possam engajar-se na luta por um mundo melhor.A escolha do dia deve-se ao fato que vários escritores consagrados, como Miguel de Cervantes, William Shakespeare, Vladimir Nabokov e Josep Pla, nasceram ou morreram neste dia  ( 23 de abril.)
 alguns princípios  mais abaixo



A força da escrita é tão grande que perpassa gerações, resiste ao tempo, forma opiniões, influencia, enfim, quem escreve se torna imortal, visto que a escrita não perece, permanece viva no tempo.
... interessante nós sermos influenciados... no interior do RS, ou em Brasília, ou outra parte longínqua, pelos escritos de Victor Hugo, Machado de Assis, Fernando Pessoa, Castro Alves, entre outros. Ainda mais remotamente, sermos influenciados, em pleno século 21, pelos escritos que nos deixaram Platão, Suetônio, Sócrates, Péricles... Todos esses, já passados séculos e milênios, ainda permanecem vivos e atuais em nossas mentes, formando opiniões, inculcando crenças, fazendo parte de nossos pensamentos.
Nessa ordem de idéias, quem escreve será sempre imortal, pois sua obra transcende e resiste ao tempo.
Assim deve ser encarada a obra do amigo Cácio Santiago, que uniu a sua árida atividade de policial a poética, trazendo-nos tempos de delicadeza._ *Advogado e pensador brasileiro.


SÍNTESE DOS PRINCÍPIOS, FINALIDADES E OBJETIVOS
DA ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL- Mário Carabajal*



Através da escrita, palestras e conferências dos escritores Membros da Academia de Letras do Brasil, disponibilizamos à população brasileira e Mundial, as bases educacionais, culturais e científicas de evolução média humana, social, política, técnica e profissional - em harmonia com a Natureza e as outras espécies animais que dividem com o homem o Planeta.
Objetivamos interpretar e redimensionar paradigmaximizativamente, em assertivas, as distorsões conceituais inconscientemente difundidas, assimiladas e incorporadas à práxis humana, social e institucional. Propondo-nos auxiliar ao redirecionamento do axiológico improfícuo e contra-educacional às classes analíticas, esclarecidas e formadoras dos seres individuais e da opinião pública. Áptas à reversão das inferências involutivas.
Entre outras metas da ALB, definimos a formação de elos concretos entre a produção mental, decodificada literariamente, criativa ou observável, com os meios e recursos de possibilidades à reversibilidade dos males que afligem a Humanidade.
Por fim, vibramos em participar ativamente da história de nossa contemporaneidade, invocando para o futuro da Humanidade, sonhos, ideais e realidades de prosperidade duradoura, sob bases sólidas e materializadoras, só conquistadas se alicerçadas nos princípios da verdade e determinação da vontade. ______________________________
* Presidente Fundador do Conalb - Conselho Nacional das Academias de Letras do Brasil e ALB - 23 livros publicados e trinta em fase de revisão. Jornalista, Educador Físico e Psicanalista. Especialista em Pesquisa Científica, Tecnologia Educacional e Psicossomatologia. Mestre em Psicanálise Clínica e Doutor em Psiconeurofisiologia. Estudante de Especialização em Controle da Gestão Pública/Ufsc e de Neurociências/Edumed/RJ. Estudante de Mestrado e Doutorado em Relações Internacionais/UAA. Professor de Pós-Graduação da Universidade Gama Filho.

Thursday, April 15, 2010

ÍNDIO - virgínia além mar



No adorno, sorriso, hábito guerreiro.Tens meu caro povo tanto a ensinar-me , passar tradição e liberdade ao filho. Manso saber coletivamente viver.
Dança que afirma existência terrena -comunitária e pacífica que dá suporte também espiritual .
Ritos de nascimento, passagens de idade, de mundos e de irmandade porque ser Índio não é pertencer a uma raça é saber que todos somos de uma só, humanos e, também confiar apesar de tudo na transitoriedade ...
À vocês meus irmão meu respeito e uma pena imaculada em minhas mãos.
Que todos os dias voltem a ser dos Índios fiéis da terra guardiões .


CALAR , MESMO é coisa rara, e quando o fazemos não só nossa pele fica sedosa, como os outros tagarelam mais ainda em pensamento, embora depois de um tempo começam a ouvir o vento !

Xavantes - Notas de Viagem

Saturday, April 10, 2010

Noturno * virgínia além mar


Ante o silencioso pulsar de estrelas
véu de brumas desfeito
acalentam peitos

cintilam entre sonhos primeiras
vontades, saudades
fadigas de eternidades...

realçam como em chamas de velas
olhares escapulidos
beijos estalidos
uma imensidão de quirelas

são de vidas partidas
de encontros e despedidas
edificados sentidos ...
ante o cintilar das estrelas...
quem somos ?
pouco quase nada
parcela elementar ...?

Friday, April 09, 2010

Victor Hugo e Alfonsina...









Victor Hugo e Alfonsina

* virgínia além mar

Numa carência absurda
recebe a gentileza crucial
assim esbelta
Alfonsina dá de ombros
ao chamado do mar...

Publicado no Recanto das Letras em 09/04/2010Código do texto: T2187611





Ouvinte



* virgínia além mar

A arte me deflora
Esculpe a pele
Dilacera as vísceras

Corrói os ossos...

Em um corpo sem órgãos
transformo-me

Torno-me
Sopro ouvinte
que ainda
entre os bambus
algum gemido
produz...

Publicado no Recanto das Letras em 09/04/2010Código do texto: T2187623



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Alfonsina Y El Mar -Mercedes Sosa
Composição: Ariel Ramirez / Felix Luna




Por la blanda arenaQue lame el marSu pequeña huellaNo vuelve másUn sendero soloDe pena y silencio llegóHasta el agua profundaUn sendero soloDe penas mudas llegóHasta la espuma.
Sabe Dios qué angustiaTe acompañóQué dolores viejosCalló tu vozPara recostarteArrullada en el cantoDe las caracolas marinasLa canción que cantaEn el fondo oscuro del marLa caracola.
Te vas AlfonsinaCon tu soledad¿Qué poemas nuevosFuíste a buscar?Una voz antigüaDe viento y de salTe requiebra el almaY la está llevandoY te vas hacia alláComo en sueñosDormida, AlfonsinaVestida de mar.
Cinco sirenitasTe llevaránPor caminos de algasY de coralY fosforescentesCaballos marinos haránUna ronda a tu ladoY los habitantesDel agua van a jugarPronto a tu lado.
Bájame la lámparaUn poco másDéjame que duermaNodriza, en pazY si llama élNo le digas que estoyDile que Alfonsina no vuelveY si llama élNo le digas nunca que estoyDi que me he ido.
Te vas AlfonsinaCon tu soledad¿Qué poemas nuevosFueste a buscar?Una voz antiguaDe viento y de salTe requiebra el almaY la está llevandoY te vas hacia alláComo en sueñosDormida, AlfonsinaVestida de mar.

Saturday, April 03, 2010

Friday, March 19, 2010

2 poemas femininos


Equinócio de outono
* virgínia além mar


Achega-se outono, despem-se ramos
de pétalas e folhas o chão se cobre
é audível a flauta de Pã em gomos...
Oh! Bela Perséfone que de véu se encobre...
levaste contigo as cores do que fomos ?
lembra-nos que há humanidade em cada nobre
e tu mãe aflita guarda que algo de raiz nos sobre
nesta noite haverá promessa e ainda Momos !

no equinócio Afrodite dançará tocando corações
longo inverno seguirá a ainda bela e farta estação
e Demeter nos proverá da doçura dos frutos

uma saudade das tardes quentes afastará os brutos
o desejo primaveril far-se-á nos peitos
e por uma fenda entre os mundos Eros visitará os leitos
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Faces...Fases * virgínia além mar

estou mais para Hera que para Afrodite ,
outono chamas de velas, lareira
taça de vinho tinto bordando compasso
em cálida leitura
sedas adormecem nas almofadas
girassóis ternuras na gravura
lembranças da Toscana
cantata entre omoplatas
vidraça tingida d'estrelar pomares
singelas pestanas a contemplar

o lago entre a folhagem
plácida águas dum querer maior
meia lua pinça romântica nostalgia
momentâneamente
e,
já estou Demeterrizando...

(lua minguante abril /2006 ) in Col Considerações Portal VMD

“whitout music , life would be na error “ - Nietzsche
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Wednesday, January 27, 2010

subjetividades


...e se eu fosse tua sombra
e se fosses apenas a bruma
de que me orgulharia
de que te orgulharias
mas sombra e bruma valem quanto ?
valores são relativos
e sem chegarmos perto das sombras
e das brumas em importancia
torcemos narizes e criamos intrigas
impomos "verdades" que criam humilhações,
lamentável...
ainda difícil o distanciamento , a não arrogância...
difícil não confundir o dedo com a própria lua...
ou como diria Nietzsche nas tres metamorfoses do espírito
frente ao leão que tudo quer a única potência que resta
é a da criança pois tem e exerce a potência de vida e cria ...
*virgínia além mar

Saturday, January 23, 2010

Ouçamos...





é preciso aprender a ouvir as flores

os tremores que vão em suas veias

é preciso saborear os amores

recolher do sol o que creias...


um punhado de palavras não basta

na luz que encontras na água buscais

viço esperança se tece não na casta

encontra-se, se preciso nos umbrais...


uma semente gritou lendo sereias

distinta cor se fez entre as pedras sem pudores

o sumo da vida entre ruídos e dores esculpiu-se


ouçamos as flores do bem e do mal

em sussurros, mel ou gemidos

a vida não cessa e se apressa em comunicar...

* virgínia além mar

Saturday, January 02, 2010

Primeiro do Ano



Hoje vou deixar rolar
nem tecer planos

O vento acaricia minha face e basta
Não vou trabalhar
Nem fazer a conta dos anos
Nem no espelho a face mirar

É feriado no primeiro do ano...
Merecemos sol, brisa, luz, chuva
Solo e o que mais se goza...

Tirar o peso dos ombros faz parte
do início...
Deixar o coração aberto
O ouvido atento
As mãos abertas
Os dentes descerrados
O estômago um pouco vazio...

Caminho sem pressa para que o segundo,
O dia que virá, demore a chegar
E o ano venha como tiver que vir...

Farei minha parte, precisamos aprender
Que não se pode tudo querer controlar

Ouço um sussurrar entre os vazios
E, deixo a rede me embalar ...

*virgínia além mar