Thursday, December 22, 2011

Sobre o triste narcisismo crescente - virgínia fulber

Sobre o triste narcisismo crescente. Dizem que a dor maior é da indiferença; discordo creio que mais dói é ser motivo desprezo, pelo simples fato de existir, pelos quais que amamos do fundo do coração.

Não há dor maior que de desejar contato, integração e, saber –se do repudio do outro que nem sequer finge.Poderíamos averiguar as os motivos destes comportamentos. Fato é que amar de verdade não implica em reciprocidade. Amamos porque amamos e, ponto final !


imagem - foto 201,meus animais ( falecidos )


Quanto , somos alvo das transferências negativas daqueles que gostamos acomete-nos um sentimento avassalador; Quando estes se fecham, e, suas mentes e inconsciente escondem-se atrás de afazes e outras desculpas.


Muitos imersos em suas dificuldades de lidar com seus próprios conflitos íntimos, são incapazes de envolver-se nas relações.

Reconstruir o que ruiu, nem fé, pensamento positivo, emanações de luz resolvem.
Um corpo fechado, ressentido, seja por qualquer motivo é incapaz de reconhecer, receber, ponderar: Abri-se a si mesmo, refletir, chorar e deixar passa ( perdão a si e ao outro).Oogulhonão permite..
Sentimentos hostis e distanciamento são poderosos, baixam a imunidade, auto estima abrem as portas à docas da alma, depressão é uma delas.
Repito não convém aqui analisar os motivos que levam a antipatia, e dissonâncias afetivas.
Tanto no ambiente vegetal como no reino animal há corpos que tornam-se venenosos uns aos outros, a natureza é injusta, mas nos oferece o conhecimento que tudo depende da dosagem!


A saudade do encontro, simpatia que um dia houve, lembrada, deseja e é guardada como tesouro, esperança. Os desafetos são esquecidos, embora a vida segue e novos afetos a fazem suportar.


Os que se mantém distante não conseguem compreende a dor do outro que espera...
Poucos de nós compreenderam por que o Principezinho tinha que voltar para sua rosa... Amizades relacionamentos afetivos exigem constância, o afeto entre amigos e familiares tornar-se uma responsabilidade cuidadosa e deveria ser prazerosa .


Aos que conservam o afeto, conhecimento pelas benesses dos encontros e bons momentos, um telefone basta para vibrar e muito .Alguns vivem na esperança de uma voz reconhecida, um toque...


São poucos, que suportam, pois o que os poderia salvar; contato amoroso e, quando não acontece e, sabemos inúmeros casos de seres humanos que definharam até virem a falecer e ou mais diretamente, cometeram suicídio. Outros tantos somatizam afetos por pura saudade do elo que as mantinha e rompido foi.


Nos relacionamentos familiares acontece com maior freqüência.


Para estas enfermidades afetivas não foi encontrado antídoto.

Para ciúmes, sentimentos de culpas e posse que afastam,os vínculos afetivos, ainda não há remédios melhor que o contato com seres humanos afetuosos, destituídos de medo de amar e ser amado, ou seja o contato genuíno entre humanos, preserva a saúde física, emociona (mental- espiritual.)


Precisamos aprender a superar, sublimar. Mas a sublimação com nos disse Freud não dá conta de todo material recalcado e dos desejos. Há casos em que ambas as partes sofrem. Entretanto o desprezo acarreta maior sofrimento pelos propensos e, mais frágeis, tímidos e com baixa auto estima,esta que iniciou-se nos primeiros nos de vida.


A ordem vigente é que os bens sucedidos física, metal e financeiramente são oks e merecedores de gratificação, e, são bem recebidos, e procurados, pois não trarão problemas e sim soluções ( bastante discutível este ponto).


Resta-me lamentar que nem todos conhecem a importância da reciprocidade afetiva que, cura e mantém acesa a chama; alegria de compartilhar amenidades e construir projetos comuns. Cada um faz o que pode e o amar ao outro como,a si próprio ainda é uma utopia!

Creio que saudável seria ensinar nossas crianças que todos merecem amparo, inclusive demonstrar , agindo de forma a apoiar, quando necessitam, pois ninguém deseja errar, tampouco ser, reconhecida apenas por seus acertos, os erros levam à “perfeição”, pra não haver dificuldade e algum desenvolvimento de travas psíquicas, no processo de aprendizagem e desenvolvimento das potencialidades é fundamental não exigir demasiadamente e sim apoiar e dar exemplos.

Talvez em futuras gerações, alguns possam entender, que empatia não basta,tem que haver constância e superação de preconceitos do extremo narcisismo que move nossa atualidade .Esta que valoriza demasiadamente o ter em detrimento do ser . Ser é devir e nos devires encontrar prazer nas diversas esferas da vida, afetiva, profissional, social...


********************************* Publicado em WEB ARTIGOS
http://www.webartigos.com/artigos/sobre-o-triste-narcisismo-crescente/81647
e no Recanto das Letras -Código do texto: T3401436

6 comments:

Anonymous said...

22/12/2011 10:28 - Mariah de Olivieri [não autenticado]
Virgínia querida, dolorosamente realista teu artigo! Cada vez mais, nós "humanos", estamos fechados em conchas. talvez deva ocorrer algo muito forte que nos acorde, que nos faça olhar para o lado e para o outro, aquele igual a nós... Parabéns por tua coragem em tocar nesse ponto neuvráugico da existência humana. Abraços de quem pensa igual,

Mariah de Olivieri - Filósofa

Anonymous said...

22/12/2011 10:34 - Maria José Lindgren Alves [não autenticado]
Belo artigo, cheio de pensamentos preciosos Parabéns!!!! Maizé

Mestrado em Educação ? Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro ? PUC/RJ - 1999 Especialização em Lingüística Aplicada ao Ensino de Língua Inglesa ? Universidade Federal do Rio de janeiro ? UFRJ ? 1991 - Licenciatura em Letras : Português ? Inglês ? Universidade Federal Fluminense ? UFF, 1976. - Revisora e avaliadora de textos pedagógicos do INEP/MEC, de 1999 a 2003. - Escritora literária: livro publicado: UMA ROLHA NA LÁGRIMA(coletânea de contos e crônicas) ? 2004. - Contos publicados na antologia Uruguaia Cuentogotas: Encontro Inusitado, em português e Alta Fidelidad, em espanhol, Editora Bianchi Pilar, Movimento Cultural ABRACE, Montevideo, 2006.

Anonymous said...

22/12/2011 10:36 - Angela Antoneli [não autenticado]
Olá Virgínia!!! ótima reflexão, sendo que a afetividade é uma necessidade humana e, como seres sociais que somos, há que saber conviver com a diversidade, com as peculiaridades de cada um, pois é nessa constelação de diferenças individuais que a vida ganha sentido. Trata-se, pois, de competência interpessoal, que é a habilidade de estabelecer boas relações com o outro de nossa convivência. Beijos estelares Angela Antoneli (gostei) Por um mundo melhor e a verdade em todas as coisas

Relações Publicas com Poós em Psicologia do Esporte

Anonymous said...

22/12/2011 10:38 - Vânia Moreira Diniz [não autenticado]
Vica, Maravilhoso artigo, mostrando realmente a que ponto chega o ser humano quando desejamostrar um desinteresse desnecessário. Escrito pela grande terapeuta e Poeta Virgínia Fulber, é um momento de reflexão profundo para que possamos avaliar nossas atitudes. Parabéns, Vica querida de quem sou admiradora, leitora e amiga. Abraços Vânia Moreira Diniz

- Escritora, Poeta,humanista, Embaixadoa da Paz Unesco

Anonymous said...

22/12/2011 10:40 - Rosângela Jacinto [não autenticado]
Texto maravilhoso, poetamiga Virgínia! Repleto de verdades! Amei a sinceridade contida em suas palavras! Vou compartilhá-lo em minhas redes, ok? Beijo e afeto, -

Profesora, artista Poeta

Drika said...

oi Vi... muito boa sua reflexão... amar de verdade não exige nada em troca mesmo... mas dói quando nossos familiares nos esquecem, nos ignoram...

Um abraço de Natal e outro de ano novo =)