Saturday, December 26, 2009
Calmo e bravo Mar
Ele traz e leva sal
nutre alga e paz
abastece coral...
Sonhei com Hemingway
Nas rochas andei
Ouvi outros velhos e sorri...
Espumosos são os gomos do mar...
Horizonte perto, céu entre aberto
bonito andar no barco de seu Néri...
Com desejo se faz
Nova pele e caminhos...
Corajosa Proa se ergue
Ao açoite no casco das patas do mar...
*virgína além mar – 25 dez 09
Thursday, December 17, 2009
Monday, December 14, 2009
Lento Retrato - EBook
Divulgação em:
http://www.ebooks.avbl.com.br/
Tuesday, November 03, 2009
Olha distanciado &tc

ver in Democratização da leitura O olhar disntanciado de Levi Strauss



das águas e da flor ...
* virgínia além mar
olhar agasalhou sentimento
todo um tempo de venturas
cobriu a tarde e coloriu o vento
da flor jorrou mel- ternuras
ausentou-se o pensamento
em nuvens claras futuras
nas margem ausencias de rasuras
em pastoral acolhimento
despiu-se lágrima
de cristal e ouvido
timbum mergulhou-se em dádiva
tarde e vida amarelaram páginas
evanesceu-se em brisas narciso
ao som das criaturas ...
Tuesday, October 27, 2009
Chronos e Kairòs- a vida como processo


Os gregos antigos tinham duas palavras para o tempo: chronos e kairos.
Sunday, October 25, 2009
Saturday, October 24, 2009
linguagens... vica além mar


- Assim falou Zaratustra -F. Nietzsche -

Friday, October 23, 2009
Thursday, October 22, 2009
Wednesday, October 21, 2009
Vâninha, hoje é teu dia glorioso


Tuesday, October 20, 2009
Sunday, October 18, 2009
Saturday, October 17, 2009
Iniciação Primaveril - Além Mar Virgínia
P r i m a v e r i l

Chegaste em braços d´ água querida
em tranças brincam aves a saudar-te
também a brisa amena vem cantar-te
pois és majestosamente vestida
Oh Primavera inspiras arte
Tal qual flautim me pões na vida
E, tal qual barco pronto à partida
Faz-me crer que já não estou iludida
Alhures proverbiais ganância e densidade
Em ti esperança equivale-se à fraternidade
Contentamento e dança,apesar da seriedade
Como uma cornucópia chegas e derramas
Abundância e, às deusas Moiras proclamas;
Em teu aroma habita sábia Têmis mãe das Horas
ilustração A PRIMAVERA de Alessandro di Mariano di Vanni Filipepi, dito Sandro Botticelli
Nigel Kennedy, Vivaldi - Spring III
Thursday, October 08, 2009
Devires infância e novos agenciamentos

*virgínia além mar
O que é a infância senão florilégio
Estágio incial de experimentação
Do qual gozamos e revivemos com emoção
Dia é chegado de celebrar momento régio
De infância poderíamos cobrir o coração
Se aos devires infância abrisse-nos, ao privilégio
Louvar tempo- brinquedo e viver uma porção
Mas queremos educar sentidos
Converter ouvidos
Amputar olhares comovidos
Há tempo de o esquecido reaver
Desautomatizar, buscar fluidez no viver
Rodopiar, olhar de baixo para cima o carretel de estimas!
Apologias antes das Cinzas ...
Foi-se uma inigualável voz, uma grande mulher; Mercedes, de morte natural, afinal adoecemos embora matou-se outra por desilusão de amor e da sua luta, foram-se mais outros, chegaram Marias, Luizas, Josés, Terezas , Josefinas, Floras, Cristinas, Luizes, Joãos... Serão cantantes, Poetas, militantes, escravos do vil metal, livres guerreiros, guerrilheiros, que escolhas farão ?
A natureza não se apieda, reage, a lei da vida é luta pela conservação,todas espécies seguem desinteressadamente, porém o homem pensa, imagina e se auto engana quando ruge, cerra ouvido ante o ecoar da sua própria estupidez. Do jardim do éden dizem, fomos expulsos e, se o fomos foi por arrogância que hoje conhecemos !?O Planeta sobreviverá sem nossa presença, sabemos, mas em condições diversas, nossos rastros deixaremos e serão cobertos por lama ou cinzas quem sabe...larvas lava fervente pedras vulcânicas, escrementos de novas espécies... A mudança é a lei, mas não a apressemos, como diz o oráculo- não é preciso correr em direção ao caos, antecipar os fatos, querer forçar a destruição para nova ordem instalar-se, isto é inevitável.Por que existimos ? Pergunte à Sartre ...Eu não sei !
Pássaros se alimentavam de abundante diversidade. Eco sistemas muito bem sem nós estava e o Planeta azul de verde se revestia...Multiplicamo-nos é a lei da resistência, mas criamos máquinas para não morrer e limitar o tempo , aí reside a diferença queremos perdurar e sobrepujar . Uma vida boa, razoável não nos basta queremos imortalidade sobrevida, tempo para aprender sobre os erros ? Viver mais, comer mais e arar campos de margaridas,ceifar lírios, rasgar sonhos da caatinga, apressar a morte do tigre...À ferro e fogo pelo bel prazer das vaidades e mais vaidades ? Ornar com sangue inocente álbum de fotografias e a Babel se ergue a cada dia, apesar de ideais tão belos haver entre nós... Desilusões coexistem com a esperança ainda...
Espero que os nativos não sejam atropelados pela chamada inclusão, que possam escolher se desejam ser incluídos no desastre que chamamos civilização. Que suas histórias continuem sendo contadas oralmente , que não se perca o contato pessoal como perdemos, que ao pé de algum fogo bom e amigo ainda contem-se os sorrisos e as mãos dadas e as raízes não se percam embora o folclore seja polvilhado com novos olhares e a eles tenhamos ainda ouvidos...Outros modos de convívio são possíveis, há que ouvir, ver do que realmente o bicho homem precisa para viver e desaprender o medo do inevitável, adiado encontro com o fogo ou solo, de qualquer forma a escolher retornaremos todos ao pó e, enquanto o momento de ser apenas nutriente do solo não chega, para cada um de nós, que possamos usar do que nos faz diferentes, uma chamada inteligência que nos permite escolher entre cooperar ou apressar o extermínio e escassez do ar indispensável.Somos os únicos a erguer fogueiras e atar a elas os próprios pés ! Se a uma pulsão de morte em busca de redenção nos pomos, esta não nos autoriza a levar conosco o canto das aves o uivar dos lobos, o nadar dos peixes e, falando em seres aquáticos nem a umidade de nossos corpo levaremos, então porque insistir na insensatez de acumular ?Argumentam alguns dedicados ao amplo consumo, que pela vida confortável tem direito e tudo fazem por si e pelo todo do progresso financeiro.
A Marcha pela Paz está em andamento Inúmeras lutas pedem adesão...
Se tens pressa, então apressa-te a fazer uma escolha que valha à pena. Como saber? Só sentindo! Só sentindo o que te traz contentamento e te faz sorrir íntimamente , o resto não vale um só instante de teus pensamentos...
Creio que Mercedes Sosa viveu de acordo com seus princípios, melhor experimentou o sentimento de pertencer à espécie humana e exerceu seu dom e, como não ter sido contente ao escolher viver encantando e fazer-se porta voz de algum entendimento. Ao interpretar Gracias à La Vida composição da grande artista, auto didata, ativista, idealista chilena Violeta Parra (que suicidou-se por desilusão amorosa e com sua luta) , Mercedes provocou comoção e despertar de milhares para o valor dos sentidos, como diz a letra com a qual deixo-os - o canto de todos, que é o meu próprio canto !
Thursday, October 01, 2009
Gotas d´oceano , outros mundos em III tempos
-Somente o filólogo lê lentamente e medita meia hora sobre seis linhas- Nietzsche - A Gaia Ciência

II - O(s) Filme (s)
Refiro-me ao soviético Solyaris, dirigido por Andrei Tarkovski em 1972. ( ver Tarkovski à luz de Blanchot) Solyaris é um planeta formado por um imenso Oceano que leva os cientistas a pesquisa de um novo ramo científico - a solarística, que tem por objetivo estudar a possibilidade de existência de inteligência extraterrestre oriunda deste planeta. Insólitos acontecimentos ocorridos na Estação Espacal que orbita Solaris requerem a presença de um famoso Psiquiatra, Dr. Chris Kelvin, intrepretado por Donatas Banionis, este é enviado para investigar tais acontecimentos...
Assisti no final dos anos 80. Recentemente um amigo perguntou-me sobre a obra , busquei nas locadoras locais, para rever não encontrei em DVD tampouco em VHF. O Carlos S. do Cine Guion informou-me que não consta no catalago disponível, portanto não o podemos encontrar , a não ser nos trechos disponíveis no youtube, ou quem sabe pesquisar melhor na rede, talvez consiga baixar ... Alternativamente encontrei a versão norte americana, 2002, sob direção de Steven Soderbergh. O Psiquiatra é protagonizando por George Clonei.
“Só me interessa a verdade. Não posso guiar-me por impulsos da alma. Não sou poeta.”
O Solaris norte-americano é bastante distinto tanto na fotografia quanto no roteiro. Embora não nos oferece um espetáculo grandiosos como o apresentado pelo diretor soviético, ainda assim é uma exelente oportunidade à reflexão, Gotei!
Creio válido assistir a ambas obras filmicas e, fazê-lo não só uma vez, pois esta ficção cientifica equipara-se a imprescindível obra de Stanley Kubrick 2001 Uma Odisséia no Espaço.
Outra questão interessante é sobre as escolhas que fazemos, conforme aparece em um diálogo “ não há respostas , apenas escolhas ...”
Este texto não é uma resenha, quem desejar por estas poderá encontrar certamente no Google, assim como trechos do filme no youtube. Meu desejo restringe-se à tentativa de compartilhar impressões muito pessoais, nada científicas e tampouco embasadas em qualquer autor. Diz-se que o Filme bom é aquele que começa quando acaba, ouseja que leva-nos à reflexão, ao diálogo com a obra, estas que passo abaixo não se deram-se de imediato,após assistir Solaris fui dormir e, pensei vou rever na semana. Não o fiz mas tirei um tempo, pois as condições climáticas eram favoráveis e pude deleitar-me com um magnífico Poente deixando que ruminar inconsciente sobre a obra aflora-se. Seguem abaixo as considerações PsicoPoéticas, devaneantes. Escolhi compartilhar sem retoques.
Somente a sensação advinda da harmonia é capaz de costurar a ferida narcísica e o sentimento de falta que habita o homem ...
Toda sonoridade do mar, da Poesia, gratuitamente habita os Por de Sóis ...
O homem não se cansa de seu desejo de aprisionar a vida , por medo de perder o que já foi perdido no nascimento, um paraíso ... Resta-lhe abrir-se à oferta da pluralidade de encontros, às matizes de cores e reencontrar a paz em seus oceânicos momentos possíveis...
que é conquista da aceitação de que neste mundo todos nos
Escolhi meus tesouros e eles são tantos quanto meus sentidos podem perceber;
estão na mente e somente nela guardados meus recortes de infinito, com eles construo a nave que me leva de volta a mim mesma e ao reconhecimento de que o outro humano demasiado é espelho, alguns espelhos do que foi no passado , outros do futuro, é destes últimos que mais gosto, são como as rubras gotas de oceano que habitam o Poente, estão um pouco mais além do demasiado, embora dirijam-se como andarilhos solitários ...
E vocês que escolha fizeram ?
O que gostariam de dizer antes de partir ?
-Você vem – eu te sinto! O meu abismo fala, voltou-se à luz a minha última profundidade!... ... o que pode ser amado no homem, é que ele é um passar e um sucumbir.Amo Aqueles que não sabem viver a não ser como os que sucumbem, pois são os que atravessam. Amo os do grande desprezo, porque são os do grande respeito, e dardos da aspiração pela outra margem. Amo Aqueles que não procuram atrás das estrelas uma razão para sucumbir e serem sacrificados: mas que se sacrificam à terra, para que a terra um dia se torne do além-do-homem [...]Amo Aquele cuja alma é profunda também no ferimento, e que por um pequeno incidente pode ir ao fundo [...] F. Nietzsche - preâmbulo de Zaratustra
Wednesday, September 30, 2009
Friday, September 25, 2009
P L U M A G E M
* virgínia além mar
Condecorado com dorso luminoso
Não se abstém de exibi-lo à luz
Impermeável , permeável, verde lilás reluz
Companheiro cuja pena desconhece chapéu mimoso
Meio dia do teclado e da leitura formoso
Fru- fru, pic-pic, beijo em flor seduz
Ao linguajar devaneante, ao condão misterioso
Imagem deslumbrante ao esplendor conduz
Dizem-no mensageiro do despertar glorioso
Frágil ligeiro, vens se convidado !
Beija Flor querido por ti aprendi a cultivar jardim
Buscando conhecer singelo ensinamento sobre cuidado
Arrisquei-me em vales perigosos em busca de Jasmim
Linhagem compreendo; é tecido sem nó o laço amoroso...

imagem google - publicado no recanto das letras e na AVBL
Thursday, September 24, 2009
Cativa-me ...
A existência precede a essência....JP. Sartre
Você existe e alguns sabem disso...Viver é visibilidade , a pior dor é a de ser invisível, ou seja a indiferença...
As saudações recebidas nas últimas vinte e quatro horas,levaram-me a refletir e compartilhar ... Como disse Clarice, a Poetisa; ...você. que me lê ( vê) me ajuda a nascer...
Quanta sabedoria em uma só obra, refiro-me ao Pequeno Príncipe de S. Exupéry...Se me cativares, passarás a existir para mim !
A cada ano que passa comemorar datas perde mais sentido , assim penso e repenso e, a cada surpresa reafirmo que os maiores e melhores presentes que tenho recebido são as manifestações espontâneas de amizade, indatadas ...Teria uma infinidade de datas, instantes a celebrar . Momentos mágicos, intensos vividos com verdadeiros amigos, amigos do cotidiano, parceiros de vida que compreendem que para haver relação a reciprocidade e a constância são fundamentais.
Construímos pontes, tecemos versos, alinhavamos o bordado, cozemos o sabor da vida a cada respiração compartilhada. Transpiramos os verbos amar, apaziguar, acalentar, cuidar, lutar, ousar coletivamente e constantemente.
No botão, na raiz, na pétala caída, das nuvens aos subterrâneos rios e aos voadores, na asas e no ovo, do ventre ao epitáfio o processo é o que festejo . è preciso ousadia de cativar e deixar-se cativar para comungar e conjugar o mel da existência !
Portanto , a cada ano que passa, mais desligada da data de meu nascimento, aniversário vou ficando, pois acredito que nasço e renasço a cada decisão, a cada respiração, mas se falarmos em datas especiais, marcantes do ponto de vista físico, objetivo e não subjetivo precisaria comemorar o mês abril de 95 quando renasci , e mais alguns quando entre a morte e a vida estava e principalmente mencionar uma pessoa corajosa com uma força extraordinária chamada Lizete H, esta mulher, amiga, chamou-me, literalmente, ao retorno do convívio terreno. Ouvi-a e, como não faze-lo, estava num mundo sem dor, indo para onde todos iremos e com a força de seus pulmões gritou -Virgínia, Virgínia, Virgínia ! Foi por seu chamado que decidi retornar. Havíamos criado laços, havia-a cativado!
Quem me bem quer e acha que algum valor agrego a sua existência desejo que saibam que Lizete existe e conquistou sua essência ; é essencial !
Como no portal entre a existência e não existência estive , talvez, uma maior consciência de que celebramos renascimentos e, que para que eles existam precisamos que existamos para alguém e que este semelhante nos ame, profunda e corajosamente para exigir nossa presença a ponto de conquistamos nossa própria essência humana, ainda que demasiada, esta que no meu entendimento, até aqui, ainda continua de mãos dadas oa existencialismo Sartreano apesar de possuir uma espiritualidade independente de religiões, sendo que afeiçoei-me ao pensamento oriental e à filosofia de B. Espinosa ( Spinoza) desde muito jovem por suas diferenças, referem-se a um deus imanente.
Um a parte; lemos em Sarte que se verdadeiramente a existência precede a essência, o homem é responsável por aquilo que é. Assim, o primeiro esforço do existencialismo é colocar o homem no domínio do que ele é e, de lhe atribuir a total responsabilidade da sua existência, ou seja ; o homem é responsável por si próprio e, não somente, é responsável por si e por todos os homens.
Em 24 de setembro a mais de meio século ao convívio teria sido convocada a existir? Resistimos fizemos a opção de seguir em frente , então avante !
Outra pessoa me foi crucial, a Escritora, Poeta, pessoa Vânia Moreira Diniz* por cuidado e aprendizado nesta que mais que tudo é minha nova existência onde a essência multiplicou-se .Esta nova vida em que transcendo gênero e os papeis anteriores ;profissional, e posição no seio familiar indo mais além e, deixando meus pedacinhos de pão como na fábula de João e Maria.
Creio é preciso para uma realização mais plena , tornar-se o que se é e, no meu caso dar vazão ao sonho de pela Poesia é possível plantar sementes de perene comunhão, afinal sou Libriana e, minha ânsia maior é por Harmonia , este conceito abrangente sinônimo de Beleza, Paz e porque não Poesia ! Existir portando-a, para mim é exercer poção de liberdade que implica em responsabilidade, sem dúvida.
Você existe e alguns sabem disso, e o sabem através do visível, no meu entendimento. Nós humanos adoecemos, enlouquecemos, brigamos , amamos, melhoramos, pioramos , ou seja, usamos de toda vitalidade para gritar, cada um a seu modo, eu existo, insisto ! Veja-me, sinta-me, toque-me pois a pior dor é a invisibilidade ; perversa, muda, cega e surda indiferença !
Desejo, com estas palavras de foro íntimo, abraçar cada um de vocês que integram minhas fibras, portanto existem para e em mim e, que através da compreensão da necessidade de alteralidade, nutrem a decisão de permanecer visível, vocês me cativaram !
Então felizes primaveras queridos amigos, que as flores mantenham-nos atentos a sua mensagem; intrínseco à beleza está o acolhimento, que nada tem de virtude ou desprendimento, mas porque assim o é desde o princípio, reciprocidade é a lei dinâmica da vida. O desrespeito a esta lei tão simples, apenas denota que a pessoa está indecisa ante a opção de pertenciência, é um direito que lhe cabe, respeito às diferentes interpretações é fundamental, bem como mudar e aprender deixar-se cativar e ainda aceitar a dor das despedias...
Do essencial, ainda, invisível provém a visibilidade e a contém ...
*virgínia além mar
nota- Foi a Escritora- Poeta Vânia M.Diniz que rebatizou-me -além mar , nome que aceito e adoto a quase uma década com alegria.
Wednesday, September 23, 2009
Thursday, September 17, 2009
À Luz da razão

À luz da razão ?
Tão simples parece
quando sob a luz vens...
Oh , razão em pensamento
segmento da sensação
fermento sob ação do tempo...
Destemido descarta injunções
acata o sentir alinha ventilação
Como flor se dá ao fruir das horas
passado inverno e botão,
abre-se, re es ta bele cendo
c o n e x õ e s ...
Flui sereno entre prenhes riachos do cérebro
filtrando atos seguindo ao mar das ações
C o m p l e x o s de emoções
Do viver e estar vivo - prosa

imagem internet- para obter fonte clique na mesma
virgínia além mar -gosta de escrever Poemas, adora ler e ouvir histórias, contar só algumas e invertar outras ...Pesquisadora , coordena o canal de Filosfia do Espaço Ecos VMD, foi instrutora de yoga taoísta ocupação que deixou de exercer paralelamente ao exercício da profissão de Terapeuta, devido a um acidente ocorrido em 1995.
Saturday, September 05, 2009
Perceptos puros -
"O que se conserva, a coisa ou obra de arte, é um bloco de sensações, isto é, um composto de perceptos e afectos. Os perceptos não são mais percepções, são independentes do estado daqueles que os experimentam; os afetos não são mais sentimentos ou afecções, transbordam a força daqueles que são atravessados por eles. As sensações, perceptos e afectos, são seres que valem por si mesmos e excedem qualquer vivido. Existem na ausência do homem, podemos dizer, porque o homem, tal como ele é fixado na pedra, sobre a tela ou ao longo das palavras, é ele próprio um composto de perceptos e afectos. A obra de arte é um ser de sensação, e nada mais: ela existe em si." -DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Félix. O que é a filosofia? São Paulo: Ed. 34, 2005, p. 213. -
Vê-se no reflorescimento a incomensuralidade

e, no despespedir-se da tarde em aquarela
resta o presente.. .

de que na consciência tudo se compensa ...

ouve- se ressoar na brisa setembral " Festina Lente!”
- apressa-te lentamente -
"... a beatitude não é outra coisa que o contentamento da alma, que provém do conhecimento de Deus. Ora, aperfeiçoar o entendimento também não é outra coisa que conhecer a Deus, ... o fim último do homem, que é conduzido pela Razão, ... é aquele que o leva a conceber-se adequadamente a si mesmo e a todas as coisas que podem cair sob o seu entendimento ".- Espinosa -ou Spinoza na sua Ética - no Quinto livro desta mesma obra declara-nos que até aí falou do ponto de vista do conceito, mas que agora vai mudar de estilo e falar-nos por perceptos puros, intuitivos e diretos- GDeleuze - ver Perceptos Espinosa -Gilles Deleuze –Carta para Réda Bensmaia sobre Espinosa –
Tuesday, September 01, 2009
Matizes Sonoros - ao som da primeira chuva de setembro
Na última semana de agosto, tivemos aqui no sul do Brasil o anúncio de primavera , a temperatura amena com dias ensolarados fizeram com que os Ipês florescessem prematuramente e algumas Orquídeas já se pode contemplar, entre inúmeros botões a cor explodiu do dia para a noite. Lembrei-me que foi através do interesse pelas orquídeas selvagens que Charles Darwin nos seus últimos anos de vida desenvolveria o inovador estudo sobre a função das flores no controle da polininização realizada pelos insetos o que garantia a fertilização cruzada.
Através das saltitantes e canora Corruíras, pássaro de mesma família do Bemtevi e do Uirapuru, bem como o canto dos Sabiás nas manhãs, podemos vislumbrar o que nos aguarda na próxima estação, o espetáculo da renovação em matizes sonoros.
Neste primeiro dia de setembro, a temperatura caiu e agora a noite a chuva benevolente arrefece a terra deixando exalar o aroma balsâmico. Mas o inverno prossegue reservando-nos surpresas; botas e agasalhos voltarão às ruas , as mangas curtas que desfilaram na semana passada descansarão nos armários juntamente com aquele projeto de aproveitar as delícias do litoral no feriado próximo . Novamente aquecedores e lareiras serão convocados, assim como o vinho tinto, queijos e chocolates na serra gaúcha.
Nos pampas, lavoura e rebanhos festejam a abundância d´água.
Na grande Porto Alegre e no interior do Estado, crianças desfilarão com seus trajes escolares aos sábados, com olhar saudoso dos tempos em que gripe “A” não as ameaçava e nos impedia de beijar bochechas rosadas. Vejo em seus rostinhos uma esperança de que haja uma contaminação em massa de canções, carinhosas atenções e, consciência da parte dos que os devem proteger e um futuro lhes guarnecer.
Há muito que fazer, inclusive consolar lares dos que tiveram os seus levados pela pandemia.
Quiçá tenhamos algo novo a festejar no dia da Pátria, quiçá nos corredores do Congresso Nacional, ouça-se vozes comprometidas com decisões à favor de melhor distribuição de renda e, aplicação dos rucursos, que a corrupção entre em franca decadência e a decência assente-se e, saibamos melhor escolher representantes e aprendamos a cobrar destes uma postura de acordo com o encargos conferidos.
Quiçá nossos rios não voem tão rapidamente e, possamos ouvi-los na tranqüilidade de entardeceres mais auspiciosos e, que as verdejantes matas sejam resguardadas da arrogância e hostilidade dos que desconhecem que a teia da vida é tecida em comunhão, o que me remete novamente à relação encantadora entre insetos e as Orquídeas .
Espero que nestes próximos dias ouçamos o nosso extraordinário Hino Nacional, que sejamos mais canoros como os pássaros de nosso País, contagiando-nos mutuamente de louvor, permeados por sua beleza vigorosa .
Como disse o Poeta Nossa terra tem Palmeiras onde cantam os Sabiás, então saibamos o quão esplendorosa é nossa gente, que tem sangue mestiço, carrega em suas almas, junto à bravura, o tom terno dos que lutam e buscam pacificar .
Sou loucamente apaixonada por este chão. Anseio que o verde, esta cor composta, em toda sua complexidade, comova e arrebate definitivamente, do seringal ao mais além .
Virgínia além mar 00:30 horas de 02 de setembro 09 ( dia em que comemoramos também as núpcias de meus Pais)
Imagem -fonte créditos Frederico Bohne Espinosa –
Para ouvir o canto de uma Corruíra no youtube http://www.youtube.com/watch?v=2lcpH6jGwAg -
Informações sobre esta delicada ave no http://www.wikiaves.com.br/corruira
Friday, August 28, 2009
fluências
Ontem falei com uma amigo de várias décadas que vive do outro lado do mar. Os afetos povoaram meus sonhos e acordei impregnada de imagens e, do rumor das ondas do mar e dos tempos em que traçamos rumos tão distintos e, ao mesmo tempo iguais. A intensidade das palavras multiplicaram belezas, subtraíram cansaços, somaram afetos e foram divididos recortes de vida; a cumplicidade tem resistido ao tempo e às distâncias . Nossas conversas sempre

Não sei por quantos anos ainda iremos comemorar nossos aniversários através das ondas, pois que das incertezas estamos marcados. Não sei também se algum dia, lado a lado celebraremos e, se estaremos novamente vestidos com sonhos de proporções e transparências similares.
Embora em vias paralelas andamos, foram os momentos de confluências que contaram e ainda contam.
Creio, não ser possível esculpir em pedra , dada a quantidade de expressões que nos escaparam e os afetos que continham, mas arrisco dizer que nas areias intemporais algo foi inscrito e, este algo que nos escapa flui através da voz do vento.
(confluência - mobilidade de fluxos que convergem, direções que se juntam, encontro entre dois caminhos, ruas ou avenidas, dois rios que passam a correr em um leito comum )
Thursday, August 27, 2009
Tuesday, August 25, 2009
Após as frias chuvas
A linda estrela afugentou as nuvens,radiante encontra-se o coração.Pequenas flores já se dão em esplendor. O invisível se fez visível e as cores aí estão. O calor afugentou tristeza dando lugar à esperança;aproxima-se o final de dolorosa estação. De parto difícil, já boas são as novas que me trazem; Jardins interiores refeitos, resplandecem em peitoris.
São de janelas amplamente abertas ora minha feliz visão.
Reencontro varais repletos de espuma e perfumadas hordas, serão os anjos da anunciação em suas cordas ?
Recompensa à espera se fez no abraço e, agradecida pela acolhida de sentimentos,a roda da vida deixa-se brincar no arco de luar e, então.é quando se deixa à vista a existência aredondando-se em louvor e prece bem no centro de cada uma das margaridas...

virgína além mar RS Brasil 25 de agosto 09
Friday, August 21, 2009
Wednesday, August 19, 2009
Singelo passeio no Discutindo Literatura
No caminho da vila a pequena casa abriu-se como flor...
Friday, August 14, 2009
Tempo II

* virgínia além mar
Tempo é ave ligeira
Leva em suas asas parcas penas
De vertiginosas aflições forra o chão
Segue trançando quimeras sob forma de canção
Tempo ave de rapina devora chagas
e as transforma em rosas...
Tempo ave robusta, ergue colinas e reborda o céu
Carrega destinos semeia voz, pão e mel...
Thursday, August 13, 2009
Livre associação; das efemeridades

Haverá de se fazer uma estrela antiga renascer, por mais que se sinta que ela ainda vibra e, com sua luz embutida constrói-se sonhos nas noites de rede e folclórica ilusão. Creio que não renascerá mesma chama. Estamos em despedidas, dói um pouco saber que o que fomos se foi para sempre e que as sementes das chamas dormitam em lama. Hoje mais que antes sabemos da impermanência e do quanto a paisagem se transforma e, nosso rosto pede o sorriso do encanto que se foi.
Morremos a cada página escrita, a cada olá já em despedida .
Perdoem meus amigos assim como chego já parto. Também vos perdôo por viverem a efêmera sua, também vida. Que o encanto que ficou no retrato seja resguardado da dor que houve e não pode ser aliviada. Que o esplendor reine sobre desassossegos e nos abra aos momentos que ainda virão galopando miragens. Anseio ainda , dizer-vos que tal qual membrana híbrida fortaleço-me em cada despedida e, assim espero que façam e ousem adentrar a monotonia com tamanha fibra, para que sobre nós alguma sentença seja proferida; houve perseverança, lutaram e deixaram-se transformar !
Sunday, August 09, 2009
Pai
-Não há pai senão com a palavra, a partir das palavras. Sem palavra, haveria genitores, grandes machos copuladores, mas ninguém poderia dizer-se “pai”-
A função paterna é a de oferecer os recursos necessários à provisão dos filhos, com afeto e maior proximidade entrepai e filho. Seu papel é o de facilitador e condutor do desenvolvimento do filho, de maneira a permitir amenizar os percalços do mal estar da civilização que, passados os 150 anos do nascimento de Freud, abrem em nossa cultura, outras formas de mal-estar: a delinqüência, a toxicomania, a indiferença, o terrorismo e a massificação do singular no seio da cultura.
O pai representa a possibilidade do equilíbrio regulador da capacidade da criança investir no mundo real. Seu contorno se dá no processo de desenvolvimento, de acordo com a etapa da infância. Freud (1914) explica que para a criança, num primeiro momento, o próprio Deus é apenas uma exaltação da imagem do pai. Cedo, porém, o pai é identificado como o perturbador máximo da vida instintiva dela: torna-se um modelo a ser imitado, mas também a ser eliminado, para tomar o seu lugar. “É nessa existência concomitante de sentimentos contrários que reside o caráter essencial daquilo que chamamos de ambivalência emocional.” (FREUD, 1914:249).
apenas no século XX surge a imagem do pai-educador, encarnada à família nuclear, urbana e burguesa. Essa imagem desenvolve-se, com o que se denomina “o novo pai”: aquele que conduz a criança, aquele a quem a criança chama de papai.
O pai genitor da criança seria um fundamento suficiente para se manter uma definição irredutível do ser-pai. “No entanto, pretender fundar a paternidade sobre a verdade biológica, é fazer evidenciar ainda sua fragilidade” (JULIEN, 1997:45). Dois tipos de discursos sustentaram o novo direito da mulher sobre a criança. Um é que durante muito tempo, a paternidade era presumida: legalmente, o pai era o marido da mãe. Desde a lei francesa de 1792, isso não é mais assim. A lei não assegura mais para o homem amado pela mãe, a condição de genitor. E o outro é que a procriação – a inseminação artificial - permite à mulher ter um filho sem o encontro sexual com o genitor. Os avanços tecnológicos provocam esse tropeço para a paternidade. A paternidade biológica torna-se irrisória.
Para THIS (1987), a palavra “Pai”, o representa, o evoca, o chama. Não há pai senão com a palavra, a partir das palavras. Sem palavra, haveria genitores, grandes machos copuladores, mas ninguém poderia dizer-se “pai”, “filho”. A paternidade está, pois ligada ao fato de falar . Por isso dizer-se pai, uma questão da cultura e, portanto, haver a necessidade de se legitimar no exercício cotidiano da relação pai e filho. Acreditamos ainda que é no âmago dos sentimentos paternos de cada homem, e na teia de relações que eles estabelecem com o complexo-pai (o pai real ou imaginário) que é possível a construção e reconstrução da subjetividade de pai.
Ao nível simbólico é o pai quem deve romper o vínculo simbiótico e necessário inicial mãe-filho. A mãe, pelo discurso, vai inconscientemente autorizar (ou não), este pai como um terceiro na relação, que será, a partir daí, o representante da Lei contra o incesto. A criança, então, ingressará na cultura e na linguagem. “Sob a ótica do filho, é um pai opositor, um outro desconhecido que incomoda, inquieta e ameaça o vínculo com esta mãe. Na dimensão psicológica, desenha-se aí o primeiro duelo pela hegemonia do poder” (NOLASCO,1993:83). “O pai está ali para permitir a passagem e o acesso ao mundo simbólico: pôr junto, trinificar. Não é um ou outro, é ao mesmo tempo um e outro. Só a dimensão simbólica permite à criança não pertencer exclusivamente a um ou a outro” (THIS, 1987:176).
A função paterna (que pode ser exercida por outra pessoa, que não o pai biológico), salva a criança e a mãe de patologias mais sérias. “A frustração da pulsão do desejo é referida pela criança ao terceiro objeto que lhe é designado normalmente como obstáculo para sua satisfação: a saber, ao progenitor do mesmo sexo” (LACAN, 1990:42). O complexo de castração, decorrente do Complexo de Édipo, é estabelecido pelo pai que proíbe, frustra, para o bem da criança que aprenderá a ouvir o não e conhecerá limites. A partir de então, ela fará identificações que a levarão a viver sua própria vida, a identificar-se sexualmente e a buscar seus ideais. “Gravita uma oposição entre o filho homem e seu pai, um duelo psíquico que tem expressão nas características violentas e guerreiras que os homens assumiram tão bem” (NOLASCO, 1993:83). Edna Galvão - Artigo: Relação pai x filho: pilar do processo civilizatório. In Periódico Actas Freudianas, Revista da Sociedade de Estudos psicanalíticos de Juiz de Fora, v.III, 2007. 155p.; 26 x18 cm. ISSN 1809-3272.
Thursday, August 06, 2009
Thaumazein & Praxis -

Aprendemos com Nietzsche que o filósofo não necessita isolar-se do mundo, sendo um teórico mas ao contrário aliar a teoria à prática, contemplação e praxis correspondem-se, integram-se, complementam-se. Entretanto o filosofar, produzir algum pensamento necessita do distanciamento. Nossa sociedade voltada para a produção e numa inquietação constante carece de reaprender o ócio que difere do negócio. A atividade contemplativa, assim como o diálogo foram perdendo o valor diante as exigências cada vez maiores de aperfeiçoamento técnico. O ter há muito substituiu o ser; em detrimento da qualidade tornamo-nos quantitativos. Certamente que de uma quantidade de experiências advirá algum conhecimento quantitativo, mas nem sempre , uma vez que somos fadados à repetição e, sair de padrões exige também algum tempo para reflexão, seja acompanhada de um profissional e em auto análise, entretanto poucos são aqueles que o fazem devido ao acima exposto e aspectos que não cabem neste pequeno texto .
Á medida que as máquinas substituem o trabalho humano abre-se um espaço-tempo que alguns ainda não percebem estar conspirando a favor da atenção, do olhar, e do ver, do deixar-se arrebatar e ao encantar-se. Por mais estranho que pareça os que mais reclamam da falta de tempo são aqueles que o perdem pelo desconhecimento de si. Querem leituras breves, inconsistentes, comida pré cozida, texto mastigado, cursos rápidos, prozac, etc... Seremos fruto de uma geração mimada e desencantada ? Ou fruto de uma escola da qual a filosofia foi banida , afinal ao poder dominante não interessa que sejamos pensantes, críticos e muito menos que saibamos para onde ir tampouco qual mundo construir. Erguem-se mansões cada vez mais vazias, nos jardins os bancos estão vazios, ninguém mais assenta-se para simplesmente apreciar o desenvolver-se dos mistérios .
Quem saberá a resposta, penso que os filósofos contemporâneos estão dispostos a dialogar e, quem desejar os irá encontrar.
Fiz um apanhado de fragmentos sobre o verbo Thaumazein, ou seja o início da atividade filosófica passando por Platão Aristótales e Sócrates e os deixo para apreciação.
Thaumazein a tradução do verbo grego, por aproximação, perfazendo a tradição do latin seria admirar-se. " Na verdade, foi pela admiração que os homens começaram a filosofar tanto no princípio como agora" - Aristóteles no início de sua Metafísica-. Na raiz do verbo encontra-se thea que significa ver, olharr atentamente, em estado de arrebatamento este os latinos entendiam como contemplatio, contemplação. E foi o filósofo Platão, no diálogo Teeteto que referiu-se a admiração como um pathos um estado interior sentindo quando algo nos arrebata. Thaumazein foi entendido também como theoria (theorein). "0 ser-possuído pelo olhar, o dever-ser-inteiramente-olhar para o que se apresenta, define a essência da admiração". do "estado de admiração paralizante, o objeto se manifesta, provocando a vontade de saber. Com este querer saber pelo saber, nasce a filosofia” .
Experimentar esta espécie de encantamento constituído pelo fato mesmo de ver é, segundo Platão," a paixão que afeta, mais que aos outros homens, o filósofo".
Aristóteles no início de sua extensa obra Metafísica, afirma que a perplexidade humana inicialmente dava-se

Sócrates foi o primeiro () a voltar-se para o homem e as suas dificuldades.
Por talvez este motivo, grandes pensadores contemporâneos retornam à Aristótales,
vídeo Cláudio Ulpiano - Sobre a estética da existência
creio interessante salientar que os escritos deste ,dividiam-se em duas espécies: as 'exotéricas' e as 'acroamáticas'. As exotéricas eram destinadas ao público em geral e, por isso, eram obras de caráter introdutório e geralmente compostas na forma de diálogo. As acroamáticas, eram destinadas apenas aos discípulos do Liceu e compostas na forma de tratados. Praticamente tudo que se conservou de Aristóteles faz parte das obras acroamáticas. Da exotéricas, restaram apenas fragmentos. Segundo este - O homem que é tomado de perplexidade e admiração julga-se ignorante ; portanto, como filosofavam para fugir à ignorância, é evidente que buscavam a ciência a fim de saber, e não com uma finalidade utilitária. E isto é confirmado pelos fatos, já que foi depois de atendidas quase todas as necessidades da vida e asseguradas as coisas que contribuem para o conforto e a recreação, que se começou a procurar esse conhecimento.
Para finalizar reproduzo as palavras do Dr. em Filosofia, Newton Aquiles von Zube * - Reconhecendo-se parte integrante da tríade Eu-Natureza-Outro, a compreensão da natureza (mundo) e do outro articula-se dialeticamente com a compreensão de si. "Quem sou eu?" é a manifestação primeira do homem como questionador, como logon echon (o que tem a palavra). " O que admira quer dar a palavra ao seu objeto: logon didónai( Stein l975). E acrescenta, "esta possibilidade de dar palavras, logon didónai, se fundamenta no fato de que ela é primeiro possuída. O homem, no pathos da admiração, é posto em movimento em sua própria essência enquanto é: logon echon (o que tem palavra). " O arcabouço desta palavra originária, ou da linguagem como arché (princípio), onde estão vazadas as relações Eu-Mundo-Outro, definirá a "condição humana" como situação e transcendência. Sobre esta palavra originária que caracteriza o ser humano irá constituir-se, hoje, a linguagem como instrumento de conhecimento e como comunicação.
* Université de Louvain -Prof. Titular - Faculdade de Educação da UNICAMP)
imagem- internet-Alexandre e Aristóteles
virgínia fulber, terapeuta e além mar poeta-membro Poetas del Mundo, da AVBL e Coordenadora do Canal de Filosofia do Espaço Ecos Portal VMD -